De volta à faculdade (4): de boas intenções…

Dizem que foi Karl Marx quem disse que “o caminho para o inferno está pavimentado de boas intenções”(http://pensador.uol.com.br/frase/MTE0MjI/), a sabedoria popular brasileira diz proverbialmente que “de boas intenções o inferno está cheio!” Eu pude testemunhar a verdade dessas observações em 1a mão nessa semana que passou!

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Continue Reading abril 17, 2016 at 8:10 pm Deixe um comentário

De volta à faculdade (3): 1a semana

Vini, Vidi, Vici.

A 1a semana de aula veio, eu passei por ela e acho que correu tudo bem. Meus colegas de turma em sua esmagadora maioria são bem mais novos que eu. Tipo de 25 a 30 anos menos que eu. Tem alguns colegas mais maduros e um ou outro de cabelo branco. Mas, me tratam numa boa, sem estresse e eu fico muito feliz de ser aceito assim. Aliás, no Brasil de hoje aceitar alguém diferente de você parece ser um desafio e tanto para algumas pessoas.

Continue Reading abril 10, 2016 at 8:30 pm Deixe um comentário

De volta a faculdade (2): último fds!

Continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar!

Estou nadando no mar com minha filhinha de 10 anos perto de uma ilha na costa verde. Cheguei aqui por meio de um passeio de escuna e estou meio tenso. Por que? Chegamos lá. Primeiro, o futuro: Amanhã começam minhas aulas. De volta para a faculdade!

Agora, o passado: neste último mês de férias fomos visitar uma prima que está com uma doença grave e morando em Ubatuba, litoral paulista. Sem detalhes porque isso é pessoal. Depois, para espairecer, fomos a família, eu, minha esposa e minha filha, para Paraty. Lá passeamos pela cidade e pegamos um passeio de escuna.

Tudo estava caro em Paraty! R$ 50,00 para uma refeição é demais. Porém, compramos livros interessantes, curtimos a história do lugar, a pousada era legal e o passeio de escuna foi lindo. Paramos em duas praias e em uma costa de uma ilha que não tem praia onde nadamos por ali para ver os peixes.Eu sempre perto da minha filha. Atento a tudo. Por que? Porque em Ubatuba um primo surfista me contou que ao surfar ele viu três barbatanas e achou que eram golfinhos. Não eram. Eram três tubarões vindo na direção dele. Por sorte uma onda chegou primeiro e ele caiu fora. Dias depois pescadores mataram três tubarões de 1,70m de comprimento. E isso foi poucas semanas antes de eu chegar. Logo, adivinha no que eu estava pensando quando nadava com minha filhota? “Será que tem algum bicho aqui?”. “O que foi aquela sombra?”; “Será que tem mais daqueles bichos?”. Só me restava torcer para que se aparecesse um tubarão ele fosse tão simpático quanto o Bruce de “Procurando Nemo”, enquanto isso eu dava uma de Dory ao lado da minha filha “continue a nadar”, “continue a nadar”.

Para azar do fotógrafo a bordo as fotos que ele tirou de mim para tentar me vender eram em sua maioria desse momento. Ele querendo imortalizar um lindo momento de pai e filha e eu com aquela cara tensa. Ele bem que tentou.

Deu tudo certo e voltamos para casa incólumes.

Essa semana eu fui para o Depto. de Letras me inscrever para a prova de nivelamento de Inglês e ver as salas em que teria aula, pois na matrícula só apareceu as turmas. Daí eu soube na secretaria que eles ainda não tinham os números das salas. Porém, estariam lá na 2a feira de manhã, 1o dia de aula, era só chegar um pouco mais cedo e conferir. OK

Avisei minha esposa: deixo nossa filha na escola e vou direto para a UF – secretaria para ver a sala da aula e depois correr para a dita cuja. Ela então responde: tomara que os professores não faltem.

E eu: como é que é?

E ela: pois é. tem alguns colegas que às vezes faltam e esquecem de avisar, principalmente na 1a semana de aula.

E eu: continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar.

abril 3, 2016 at 9:50 pm Deixe um comentário

De volta à faculdade! 1o dia

Depois de dois concursos para professor eu finalmente passei em um concurso para a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF): como estudante!

Depois do bacharelado, mestrado e doutorado, lá vou eu de volta para a graduação. Motivos? Alguns. Para que eu possa fazer concurso para universidades federais é recomendável que eu alinhe meu bacharelado com meu doutorado. Eu também quero lecionar em escolas do Ensino Médio e do Fundamental 2o ciclo e para isso preciso da licenciatura. Então lá fui eu estudar de novo, fazer Enem, e, felizmente, fui aprovado na minha primeira opção para o curso de Letras na UFJF.

Mas, você já não tem 47 anos? Já não deu aula na Unicarioca, Estácio de Sá e até UERJ em uma pós-graduação? Tudo verdade. Mas, nunca se é velho para aprender e eu sou coroa, mas não estou morto!

Fui então fazer minha inscrição ontem. Reuni os documentos na véspera, preenchi os formulários, tirei as cópias, tudo certinho. No dia e hora marcados eu fui para a UFJF e entrei na fila. Uma fila grande com vários jovens, alguns acompanhados de pai ou mãe, alguns mais adultos, poucos maduros e eu, com minha barba branca. Saquei meu tablet e retomei a leitura do suplemento “Horse Lords of Rohan” do RPG “The One Ring”. A fila andou e a primeira pessoa organizando a fila com quem me deparei foi um homem adulto que me olhou com espanto: matrícula?, perguntou ele, sim, respondi eu, e ele me indicou o caminho.

A 2a pessoa era uma mulher adulta que também me deu um olhar de dúvida, pelo visto esperando que eu fosse dizer que era procurador da minha filha para fazer a matrícula. Eu sorri, ela me deu o papel, explicou o que fazer e lá fui eu para o auditório.  Eu me sentei, preenchi o que tinha que preencher, depois tirei uma dúvida com um adulto tira-dúvidas (esse era bem maduro, mas não estranhou a minha presença como os anteriores, apenas elucidou o que eu precisava saber).

Depois eu mudei de lugar para a outra fila para ser atendido. Sentou-se uma jovem à minha direita e um jovem à minha esquerda. Eu nem pude sacar novamente o tablet porque a cada minuto ou dois minutos eu tinha que me levantar e mudar para a cadeira ao lado porque conforme as pessoas iam sendo atendidas elas levantavam e todo mundo pulava uma cadeira. O rapaz ao meu lado riu e falou “com esse exercício quem precisa de academia?”. A moça ao meu lado também estava de boa. Finalmente, chegou minha vez. Outra mulher madura que me olhou na dúvida, olhou meu certificado de reservista antigaço, faz tempo, eu disse, é, ela respondeu. Depois ela pegou meu jurássico boletim e certificado de conclusão do 2o grau (eu sou de antes dele virar Ensino Médio, mas depois do “clássico” e “científico”). Então eu disse, é minha segunda faculdade. Ela sorriu e tudo desanuviou. Recebi meus papéis, me despedi do meu colega de ginástica e fui tirar minha foto para o FB da UFJF.

Eu confesso que inicialmente eu tinha ficado nervoso com essa história toda. Eu tinha pensado que seria melhor fazer o novo bacharelado a distância. Como eu iria me encaixar em meio a uma turma de jovens? De pessoas 27, 28 anos mais novas do que eu? Mas, os jovens estavam tranquilos comigo. Os adultos é que pareciam surpresos com outro adulto querendo voltar para a faculdade. Então, sabe o que mais? Acho que eu vou curtir e aprender muito com meus futuros colegas de faculdade.

E minha filha adorou minha foto no FB da UFJF. Então, vamos em frente!

março 3, 2016 at 10:34 pm Deixe um comentário

Chamado

O ano de 2016 será muito difícil. Não somente por causa dos problemas econômicos, ambientais e de corrupção. Mas, por uma questão, eu creio, de reposicionamento. Vejamos uma lição da História:
1710, a cidade do Rio de Janeiro é invadida pelo pirata François Du Clerck que chega com 3 navios de guerra e 1 de comboio e ataca com 1000 soldados achando que vai ser fácil. Ele tenta invadir a Baía de Guanabara e falha. Depois é escorraçado em Angra dos Reis e Paraty pela valentia dos locais que usam de boa estratégia. Resolve atacar por terra e chega ao Rio de Janeiro. O governador Francisco de Castro Morais, segundo o autor Jean Marcel Carvalho, é incompetente, não fez os preparativos devidos e durante o ataque francês as tropas oficiais nunca estando onde deviam estar. Ele chega a pensar em se render quando é informado que Du Clerck estava derrotado e encurralado em um trapiche. Derrotado por escravos, engenheiros e estudantes. Pessoas do povo e da classe média. Du Clerck é preso. Mas, as reformas devidas não são feitas e um ano depois Renée Duguays Troyen em uma expedição bem planejada e com 5000 soldados toma o Rio de Janeiro. Daria para resistir, mas o governador incompetente continuava lá.
Hoje, temos um governo federal que se mostra incapaz de resolver os problemas econômicos e ambientais do país bem como o de corrupção. PT e PSDB se mostram até agora incapazes de governar a altura dos desafios presentes. Cabe a nós decidir o que vamos fazer. Vamos ficar nos recriminando em picuinhas ” você votou na Dilma, a culpa é sua”, “O Aécio é pior. O Alcmin também está se saindo mal”, como o governador Francisco Castro de Morais e os políticos da coroa portuguesa, ou vamos nos unir para tentar resolver o problema como as pessoas que trezentos anos atrás derrotaram Du Clerc? Vamos debater, trocar análises, propor soluções, reconhecer que pessoas inteligentes e com as mesmas informações podem ter opiniões diferentes, mas ainda assim, também podem buscar um comum acordo. Dessa forma, cada um ao seu alcance poderá se esforçar para criar um país melhor. Propor ideias e soluções para quem for possível: governo federal; governo estadual; governo municipal; empresa privada; ONG; para sua atuação como autônomo. O que for. Eu proponho um chamado à grandeza de cada um de nós em resposta à mesquinharia e pequenez que vejo como vigentes. A saída para o Brasil para mim não é o Galeão, ela está dentro de cada um de nós.
Fonte dos dados históricos:
http://laurentinogomes.com.br/blog/2014/11/sugestao-de-leitura-piratas-no-brasil-de-jean-marcel-carvalho-franca-e-sheila-hue/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Fran%C3%A7ois_Duclerc

janeiro 27, 2016 at 6:28 pm Deixe um comentário

É Natal (meu primeiro conto de Natal)

É Natal
Helmut seguia pela Avenida Rio Branco, uma das principais do centro da grande cidade do Rio de Janeiro. Grande em prédios, grande em sujeira, grande em pessoas, grande em alegria, grande em roubo, grande em comércio, grande em confusão, grande em turistas, grande em engarrafamentos, grande em música alta, grande coisa!
Fim do dia, véspera de Natal com um calor infernal, Helmutt caminhava resoluto até o metrô, perdido em seus pensamentos, enquanto pessoas histericamente consumiam e ouviam músicas de natal nas lojas. Paz na terra, amor ao próximo eram repetidos continuamente enquanto as pessoas compravam, compravam, compravam.

Continue Reading dezembro 23, 2011 at 5:40 pm 3 comentários

Vilões e Vilania.

Em termos contemporâneos, o vilão é mais do que um antagonista nas histórias, visto podermos imaginar conflitos entre o protagonista e um antagonista bom e honrado por questões ideológicas ou de laços de honra (Saladino, líder islâmico bom e honrado, é antagonista de Ricardo Coração de Leão). Vilões então cometem atos malignos ou pelo menos atos desonestos e desonrados com razoável frequência. Um ato maligno é para mim aquele no qual a pessoa sente prazer em ver outra sofrer, principalmente se é alguém que objetivamente nunca lhe fez nada. Eu criei uma escala de malignidade de vilões:

Continue Reading agosto 18, 2011 at 11:27 pm Deixe um comentário

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Aqui neste espaço exponho minhas idéias, testo minhas escrituras, busco interagir. Só? Me parece tanto...

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