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	<title>Krônicas</title>
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		<title>Krônicas</title>
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		<title>É Natal (meu primeiro conto de Natal)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2011/12/23/e-natal-meu-primeiro-conto-de-natal/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 17:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[É Natal
Helmut seguia pela Avenida Rio Branco, uma das principais do centro da grande cidade do Rio de Janeiro. Grande em prédios, grande em sujeira, grande em pessoas, grande em alegria, grande em roubo, grande em comércio, grande em confusão, grande em turistas, grande em engarrafamentos, grande em música alta, grande coisa!
Fim do dia, véspera de Natal com um calor infernal, Helmutt caminhava resoluto até o metrô, perdido em seus pensamentos, enquanto pessoas histericamente consumiam e ouviam músicas de natal nas lojas. Paz na terra, amor ao próximo eram repetidos continuamente enquanto as pessoas compravam, compravam, compravam.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=181&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>É Natal</strong><br />
Helmut seguia pela Avenida Rio Branco, uma das principais do centro da grande cidade do Rio de Janeiro. Grande em prédios, grande em sujeira, grande em pessoas, grande em alegria, grande em roubo, grande em comércio, grande em confusão, grande em turistas, grande em engarrafamentos, grande em música alta, grande coisa!<br />
Fim do dia, véspera de Natal com um calor infernal, Helmutt caminhava resoluto até o metrô, perdido em seus pensamentos, enquanto pessoas histericamente consumiam e ouviam músicas de natal nas lojas. Paz na terra, amor ao próximo eram repetidos continuamente enquanto as pessoas compravam, compravam, compravam.</p>
<p>Rodrigo estava aborrecido. Estar de plantão na véspera de natal era cruel demais para quem tinha esposa grávida em casa. Ele ia ser pai de uma menina. O tenente devia estar de sacanagem com ele. O cabo da PM foi para a esquina que lhe haviam designado assistir ao espetáculo da fauna humana na selva que era o centro da cidade do Rio de Janeiro na véspera de natal. Até que não tinha tanta gente na rua, mas o calor&#8230; E os apressados fazendo as compras de última hora, trombando uns nos outros, sacudindo as sacolas numa competição boba e sem prêmios. Rodrigo riu, estava repetindo a fala do professor do curso que fazia à noite para, quem sabe, entrar para uma faculdade no ano que vem. Sentia o suor descendo pelas costas e respirou resignado.</p>
<p>Helmut sentou-se a uma mesa e pediu uma cerveja gelada. Era melhor esperar a confusão passar, dar um tempo no centro até o metrô esvaziar. Um homem de noventa e um anos não podia mais encarar esse tipo de coisa. “Noventa e um anos! Quem diria que eu viria a viver tanto?!” – pensou Helmutt saboreando sua cerveja.<br />
- Vai querer algo para acompanhar, seu Wolfgang? – perguntou o garçom<br />
- Batata frita. O médico proibiu, mas, que diabo, só se vive uma vez!<br />
Helmut era conhecido ali, mas conhecido como Wolfgang. “Se eu fosse traduzir Wolfgang seria algo como gangue de lobos”. As batatas chegaram e ele as comeu com satisfação “Isaac gostava de batatas fritas.”</p>
<p><em>Oitenta anos atrás, Helmut era um menino de uma família muito pobre nas ruas cinzentas de uma Berlin confusa entre a hiperinflação e a recessão. Naquele natal não havia brinquedos, como no anterior, e no anterior, e no anterior. Estava frio, dentro do restaurante devia estar quente, as pessoas comiam coisas quentes e gostosas, as botas velhas deixavam seus pés frios. Uma torta de mação era comida por uma família gorda e feliz.<br />
- Batata frita, Helmut?<br />
Helmut se virou para dar de frente com a cara sorridente de Isaac, seu melhor amigo, ou pelo menos o único que também não comemorava o natal. A família de Isaac era um pouco pobre, tinham mais comida e roupas. O pai de Helmut dizia que os judeus eram ricos porque tinham pego todo o dinheiro dos alemães, mas se isso era verdade a família de Isaac era uma exceção. O pai de Helmut não gostava quando ele almoçava lá, mas a mãe preferia ver o filho de barriga cheia do que vazia.<br />
Os dois meninos seguiram pelas ruas comendo batatas fritas, rindo, contando piadas.</em></p>
<p>O cabo Rodrigo deixou o carro ir embora, afinal, o que é estar com os documentos em atraso e sem carteira? Não era nada. O dinheiro ardia no bolso. Todo mundo comete erros, esquece de pagar o IPVA, deixa para depois e atrasa os documentos. O dinheiro ardia no bolso. O que tem de mais? A pessoa precisa ter bom senso e ser compreensiva. Errar é humano. O dinheiro ardia no bolso. Pelo menos, era assim que tinha começado na vida de Rodrigo. Salário baixo, contas altas, todo mundo faz, o que tem só uma vez? Vai ser só dessa vez para poder pagar o aluguel. O dinheiro ardia no bolso. Mas, aí foi preciso pagar os remédios da mãe e depois uma roupa nova para a irmã. O dinheiro ardia no bolso. Depois Helena ficou grávida e tinha os exames e o enxoval e o plano de saúde não cobria tudo. Primeiro, o dinheiro era usado para inteirar, agora não dá mais para viver com ele. Um dia ele ia sair dessa. Porra, ele não matava, não roubava, não extorquia. Só fazia vista grossa aqui e ali. Afinal, compra droga quem quer. O dinheiro queimava no bolso.</p>
<p>Helmut comeu e bebeu até que a noite caiu sobre a cidade. O restaurante fechou e ele tinha que ir para casa. Decidiu ir andando. Afinal, ele morava na Glória, por isso a caminhada não era tão longa assim. Ele passou pelas lojas vazias, onde não tinha entrado porque não tinha para quem comprar presentes.</p>
<p><em>Setenta anos atrás, Helmut era um jovem oficial do exército, respeitado membro do partido, por isso caminhava apressado querendo não ser visto por ninguém. As ruas estavam desertas e ele agradeceu a Deus por isso. A Alemanha era agora um grande país. Mas, Isaac&#8230;Ele tinha que sair com a família e logo. Helmut ouvira coisas dos oficiais superiores.<br />
Quando chegou à casa, Helmut a encontrou abandonada. Ninguém.<br />
“- Tarde demais. Cheguei tarde demais”.<br />
O jovem tenente vagou pelas ruas, andando a esmo, todo o bairro judeu parecia deserto. Ele virou uma esquina e sentiu o cheiro de batatas fritas. Dois soldados passaram por ele:<br />
- Feliz natal, senhor.</em></p>
<p>Rodrigo estava cansado. As pernas doíam, as costas doíam, o calor tinha diminuído só um pouco. Ele estava prestes a soltar um palavrão quando um pai chegou perto dele segurando a filhinha, uma criança de uns cinco anos, pela mão.<br />
- Está vendo filha? Esse homem é um policial. Os policiais protegem a gente dos bandidos, das pessoas malvadas. Se você se perder do papai procure um deles para te ajudar.<br />
A menina abraçou Rodrigo:<br />
- Obrigada.<br />
O pai e a filha seguiram caminho. Rodrigo ficou olhando para eles e sentiu orgulho da farda. “Eu sou um policial militar”. – disse para si mesmo.<br />
Um carro parou e ele ouviu um assovio. Era o tenente Pereira acenando. Rodrigo chegou até o carro e recebeu um envelope fechado. Pereira sorriu:<br />
- Compra um presentão para tua filha! Feliz Natal!</p>
<p>Helmut chegou perto de casa e viu os mendigos de sempre dormindo nas ruas. Entre eles algumas crianças, encolhidas, agarradas umas nas outras.<br />
“- Como podem sentir frio nesse calor?” – ele pensou. Mas, Helmut sabia bem que não era só o frio que fazia as pessoas se encolherem.</p>
<p><em>Sessenta e oito anos atrás, o capitão Helmut foi designado para Auschwitz, depois de dois meses ele se sentia um zumbi. Helmut andava, recebia ordens, dava ordens, comia, dormia, acordava, andava de novo, recebia mais ordens, dava mais ordens, sem conseguir sentir mais nada. Seus olhos viam, mas ele não enxergava. Seus ouvidos ouviam, mas ele não escutava.<br />
Uma tarde ele se viu sozinho entre os judeus que trabalhavam. Um homem tocou-lhe a manga. Helmut se virou para empurrá-lo.<br />
- Helmut, sou eu Isaac.<br />
Helmut firmou a vista. Era Isaac, mas não era Isaac. Aquilo era um esqueleto de pé, sujo, sem dentes, trôpego, carregando nos braços algo que parecia ser uma criança de dois anos.<br />
- Por favor, só restou ela. Minha filha, minha Sarah. Tire-a daqui. Por favor.<br />
Helmut  olhou nervoso em volta. Se um oficial o visse ele perderia tudo. Sua esposa Anke, seu filho Heinz, ele tinha responsabilidades.<br />
- Eu não posso fazer nada. Eu só cumpro ordens.<br />
- Por favor, Helmut.<br />
Ele ergueu as mãos para empurrar Isaac. Ninguém o olhava. Ninguém estava lá. Isaac chorava. Helmut não se mexeu.<br />
- Por favor, pelo amor de Deus.<br />
- Meu Deus não é o mesmo que o seu!<br />
- Pelas batatas fritas&#8230;<br />
Helmut olhou para o bebê.</em></p>
<p>O cabo Rodrigo seguiu pelas ruas com lágrimas escondidas atrás dos olhos. O envelope no bolso. Ele caminhou a esmo pela Avenida Rio Branco, chegou à Cinelândia e seguiu em frente para a Glória. Cansado. Faltava pouco agora para que ele pudesse voltar para a casa, guardar seu uniforme, comer a ceia de natal.<br />
Na esquina, ele viu Maurício, o filho de um figurão, fazendo das suas. Provocando meninas, andando com seu bando, aprontando, logo iria arrumar briga, certo de que ninguém se metia com ele.<br />
“- Talvez seja melhor pegar outro caminho. Se meter com o Maurício é perder a promoção.”</p>
<p>Helmut nunca havia falado com Sarah. O comandante achava que ele tinha pegado a menina para ser sua criada e não havia dito nada porque Helmut não falou nada sobre o que o comandante fazia com as moças e rapazes judeus. Sarah foi para Portugal e de lá para a Inglaterra. Helmut não falou com ela. Como poderia? Durante a guerra era perigoso. Depois, mais ainda. Ele havia fugido para o Brasil, escoltando outros. Novo nome, nova vida. Não teve ninguém. Esposa ou filhos. Como podia trazer uma criança para o mundo?<br />
Helmut se sentou em um banco e os viu. Predadores. Como ele fora. Não tinha querido ser, mas fora. Cumprindo ordens. Os predadores se aproximaram das crianças que dormiam.</p>
<p>O cabo Rodrigo passou pela Cinelândia e tomou o rumo da Glória. Hora de tomar uma cervejinha e depois pegar o ônibus para casa. Ele já podia sentir o gosto do panetone.</p>
<p>Os predadores agarram um menino pelo braço e gritaram, riram, humilharam. As demais crianças correram. Ruas quase vazias. Quem olhava não via. Eles começaram a bater no menino. Rapazes ricos, jovens e fortes. Helmut simplesmente empurrou um deles e gritou:<br />
- Vão embora!<br />
“- Ficou maluco, velho? Cai fora!”<br />
Helmut abraçou o menino, protegendo-o com seu corpo, era tão pequeno, tão frágil. Abraçou o mais forte que pôde. Logo sentiu o primeiro chute. Nas costas. Doeu. Sentiu socos e chutes, tudo doía. Ossos quebravam. Sangrava por dentro e por fora. Mas, o menino estava bem. Helmut sussurava:<br />
- Me perdoe, Isaac. </p>
<p>Maurício e seus dois amigos riam. Ele deu um chute e ouviu o velho expirar. Velho maluco. O menino tentou correr, mas Bruno o pegou. Maurício segurou o menino pelo pescoço e perguntou:<br />
- Qual o seu nome, moleque?<br />
- Mateus.<br />
- Quer ver se papai Noel existe, Mateus?<br />
Maurício riu e preparou o soco.<br />
- Polícia! Todo mundo parado! Vocês estão presos.<br />
Maurício se virou surpreso e viu um cabo da PM lhe apontando uma arma. Será que o idiota não sabia quem ele era? Ele virou para Bruno e Marcos e disse que eles se acalmassem que ele logo resolvia tudo. Caminhou até o PM:<br />
- Você sabe quem eu sou?<br />
- Um safado que bate em velhos e crianças e agora vai para a cadeia.<br />
Maurício parou sem acreditar. Um homem correu até o velho, tomou o pulso e anunciou a morte. A criança foi recolhida por uma senhora.<br />
- Coitado do Seu Wolgang. – alguém falou.<br />
- Você está preso por agressão e homicídio.<br />
- Quem você pensa que é? – perguntou Maurício ainda sem acreditar.<br />
- Eu sou um policial militar! – respondeu Rodrigo.</p>
<p>Na delegacia, uma senhora segurava Mateus pela mão e dizia convicta à assistente social:<br />
- Eu quero adotar esse menino. Você me disse que ele não tem lar.<br />
- Essas coisas levam tempo, mas eu não creio que haja problema.<br />
Mateus, quieto, decidiu estudar para se tornar juiz de direito. </p>
<p>Rodrigo chegou em casa, abraçou a esposa, teve sua ceia de Natal. Dois dias depois, ele doou o dinheiro do envelope a um lar de idosos mantido por sua igreja.</p>
<p>Helmut estava encolhido chorando. O menino tinha escapado. Ele achava que tinha ouvido isso. Mas, agora, ele sentia muito frio. O inferno era assim? Tinham lhe dito que seria um lugar quente. Ele se encolhia e chorava.<br />
- Helmut?<br />
Quem o chamava? Aquela voz era familiar. Ele ergueu os olhos.<br />
- Helmut, sou eu Isaac.<br />
Helmut olhou para Isaac, sadio, forte, jovem, sorrindo para ele. Chorou mais ainda:<br />
- Você&#8230;você me perdoa?<br />
- Já fiz isso há muito tempo. Falta agora você se perdoar.<br />
Helmut se levantou amparado por Isaac, os dois deixaram o Rio de Janeiro para trás, caminhando cada vez mais alto. Helmut chorava.<br />
- Vamos, Sarah está esperando por nós.<br />
- Hã.<br />
- Você viveu muito, Helmut.<br />
- Me desculpe.<br />
- Eu sei.<br />
Silêncio.<br />
- Helmut.<br />
- Sim?<br />
- Feliz Natal.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/klimick.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/klimick.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/klimick.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/klimick.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/klimick.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/klimick.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/klimick.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/klimick.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/klimick.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/klimick.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/klimick.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/klimick.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/klimick.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/klimick.wordpress.com/181/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=181&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Vilões e Vilania.</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2011/08/18/viloes-e-vilania/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 23:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>

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		<description><![CDATA[Em termos contemporâneos, o vilão é mais do que um antagonista nas histórias, visto podermos imaginar conflitos entre o protagonista e um antagonista bom e honrado por questões ideológicas ou de laços de honra (Saladino, líder islâmico bom e honrado, é antagonista de Ricardo Coração de Leão). Vilões então cometem atos malignos ou pelo menos atos desonestos e desonrados com razoável frequência. Um ato maligno é para mim aquele no qual a pessoa sente prazer em ver outra sofrer, principalmente se é alguém que objetivamente nunca lhe fez nada. Eu criei uma escala de malignidade de vilões:<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=177&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo os Lais de Maria de França, vê-se que originariamente vilão era o habitante da vila, o camponês. O qual era visto como rude, mas depositário de certa sabedoria popular. Depois, em contraposição à nobreza ser vista como depositária das grandes virtudes (atitudes nobres, nobre de coração etc.), os vilões passaram a ser pessoas malévolas, sem honra etc.</p>
<p>Em termos contemporâneos, o vilão é mais do que um antagonista nas histórias, visto podermos imaginar conflitos entre o protagonista e um antagonista bom e honrado por questões ideológicas ou de laços de honra (Saladino, líder islâmico bom e honrado, é antagonista de Ricardo Coração de Leão). Vilões então cometem atos malignos ou pelo menos atos desonestos e desonrados com razoável frequência. Um ato maligno é para mim aquele no qual a pessoa sente prazer em ver outra sofrer, principalmente se é alguém que objetivamente nunca lhe fez nada. Eu criei uma escala de malignidade de vilões:</p>
<p><strong>Vilões Tipo 1:</strong></p>
<p>Possuem alguns princípios éticos, mas cometem atos desonestos, desonrados e até, em certa medida, malignos. Nessa faixa temos:</p>
<p>Pessoas passam por cima de outras para determinado fim, mas não prejudicam alguém desnecessariamente, podem sentir remorsos e até evitar atos malignos.</p>
<p>Podem ser pessoas movidas por algum ideal ou trauma. Ex: Magneto</p>
<p>Anti-heróis, muitas vezes querendo se vingar do mundo ou se lixando para ele. Ex: Mulher-Gato</p>
<p>Pessoas egoístas em busca da satisfação de seus prazeres. Ex: Machado de Assis apresenta diversos parasitas desse tipo em suas obras.</p>
<p><strong>Vilões Tipo 2:</strong></p>
<p>Os do tipo acima, mas que não sentem remorsos e tem menos receio de cometer atos malignos. Ex: Dr. Destino; Darth Vader; Charada; a maioria dos vilões de HQ. James Lannister.</p>
<p><strong>Vilões Tipo 3</strong></p>
<p>Arrogantes e preconceituosos, tem desprezo pelas pessoas em geral e por determinados grupos. Fazem vinganças desprepositadas e esmagam pessoas que nunca lhe fizeram mal, principalmente se forem do grupo contra o qual tem preconceitos. Mas, ainda são capazes de sentir afeto por algumas pessoas, não sendo, portanto, psicopatas. Ex: Lucius Malfoy; Cersey Lannister; Mr.Morden; Caveira Vermelha; Wormtongue; Darkseid</p>
<p><strong>Vilões Tipo 4</strong></p>
<p>Psicopatas, incapazes de sentir compaixão ou remorso. Deixaram a humanidade para trás e podem ser considerados loucos. Ex: Voldemort;Toth Amon; Tulsa Doom; SAuron; Saruman;</p>
<p>Eu particularmente considero piores os vilões de Tipo 3, pois ainda tem humanidade e, portanto, maior consciência de seus atos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/klimick.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/klimick.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/klimick.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/klimick.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/klimick.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/klimick.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/klimick.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/klimick.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/klimick.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/klimick.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/klimick.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/klimick.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/klimick.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/klimick.wordpress.com/177/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=177&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Espiritismo, Candomblé, Umbanda &#8211; minha visão</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2011/06/27/espiritismo-candomble-umbanda-minha-visao/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 23:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Breves Definições]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=172</guid>
		<description><![CDATA[Esse é um tema polêmico, mas quero compartilhar minha visão sobre o assunto com as pessoas que eventualmente passarem por aqui. O Espiritismo surge com a codificação feita por Alan Kardec em suas 5 obras básicas: O Livro dos Espíritos (1857); O Livro dos Médiuns (1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864); Céu e Inferno [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=172&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é um tema polêmico, mas quero compartilhar minha visão sobre o assunto com as pessoas que eventualmente passarem por aqui.</p>
<p>O <strong>Espiritismo</strong> surge com a codificação feita por Alan Kardec em suas 5 obras básicas: <em>O Livro dos Espíritos</em> (1857); <em>O Livro dos Médiuns</em> (1861); <em>O Evangelho Segundo o Espiritismo</em> (1864); <em>Céu e Inferno</em> (1865); <em>A Gênese</em> (1868). A esses livros podemos juntar <em>O que é o Espiritismo</em> (1859) e <em>Obras Póstumas</em> (1890). Os três primeiros são os mais conhecidos. Pode-se ver o Livro dos Espíritos como sendo o sistema teórico, o Livro dos Médiuns como a práxis e o Evangelho como sendo o norteador moral.</p>
<p>Kardec chegou a suas conclusões fazendo uma pesquisa empírica, de campo, compilando centenas de observações e relatos. O Espiritismo pretendia então conciliar religião, ciência e filosofia, colocando-se aberto a verificações de outros cientistas.  No Brasil, as duas vertentes, mais científica e mais religiosas chegaram ainda no século XIX.  Através da atuaçãod e grandes líderes humanitários de extrema generosidade, como o Dr.Bezerra de Menezes, a vertente religiosa tornou-se dominante, sendo seu maior exemplo no século XX o médium Chico Xavier.</p>
<p>O espiritismo hoje é bem desenvolvido no Brasil, tendo milhões de adeptos. Entre suas crenças fundamentais está a existência de Deus, vida pós-morte no mundo espiritual, a importância da caridade e do amor ao próximo para a evolução espiritual (a fé professada pela pessoa ou mesmo seu ateísmo não tem peso em comparação com o amor ao próximo) e a reencarnação. Espíritos ainda ignorantes  influenciam negativamente as pessoas e espíritos iluminados buscam orientá-las para o bem como seus mentores. Muitos adeptos do espiritismo se vêem como cristãos por buscarem seguir os ensinamentos morais de Jesus Cristo, principalmente o primeiro mandamento &#8220;Amai a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a ti mesmo&#8221; e a prática da caridade. O próprio livro &#8220;O Evangelho Segundo o Espiritismo&#8221; pode ser visto como um esforço para consolidar uma nova vertente do cristianismo. Apesar disso, alguns protestantes e católicos rejeitam vigorosamente os espíritas como cristãos.</p>
<p>O <strong>Candomblé</strong> tem outra origem. O povo banto foi trazido como escravo nos séculos XVI, XVII e início do XVIII. Separados e forçados a se converter ao catolicismo, buscaram manter suas crenças pelo sincretismo, dando origem ao candomblém de Angola ou Moçambique. No século XVIII chegou o povo fon do Daomé, que dará origem ao chamado candomblé jeje, em um processo bem similar ao do banto. No início do século XIX, o principal reino yorubá cai e pessoas da nobreza desse povo são trazidas como escravas. Aqui, três princesas darão origem a principal linha do candomblé yorubá ou nagô. Essa se tornará a vertente mais conhecida devido à obra de Jorge Amado e a atuação do pai de santo, Joãozinho da Goméia.</p>
<p>Os praticantes do candomblé acreditam no mundo espiritual onde há vida após a morte, na força divina dos orixás que os influenciam e protegem e, normalmente, na reencarnação. Não sendo uma religião cristã, o candomblé pode seguir outro norte moral que pode ser aferido pelos itãs, as histórias dos orixás que apresentam valores como lealdade, amor familiar, astúcia, compaixão, coragem, dever. Na prática, muitos pais e mães de santo seguem os valores do cristianismo que estão imbuídos na cultura brasileira. O Candomblé é uma religião afrobrasileira que surgiu em nosso país, não sendo praticado da mesma forma na África.</p>
<p>A Umbanda é uma religião brasileira surgida em 1908 no Rio de Janeiro. O rapaz Zélio Fernandino de Morais, sofria espasmos, mau estar, falava vozes, deixando sua família preocupada. Após visitas a médicos e tentativas de exorcismo católico, o rapaz foi levado a um centro espírita kardecista onde foi identificado como médium.  No centro, Zélio mostrou ser um médium de incorporação através do qual diversos espíritos se manifestaram oralmente. Os médiuns kardecistas buscaram doutrinar os espíritos que se apresentaram, pedindo que se afastassem para que outros mais iluminados pudessem se manifestar. Como os espíritos manifestados por Zélio se apresentassem como caboclos ou pretos-velhos que foram escravos, os médiuns presentes a mesa consideravam-nos ainda ignorantes devido às condições primitivas de suas vidas passadas. O guia-chefe de Zélio retornou e disse então que fundaria uma nova religião fundamentada na caridade e que desse voz aos humildes. Isso se deu no dia 15/11/2008, surgia a Umbanda.</p>
<p>Inicialmente, manifestavam-se apenas caboclos e pretos-velhos como guias, os mentores espirituais dos médiuns. Depois surgiram os exus e pombo-giras, espíritos saídos das trevas há pouco tempo e dispostos a ajudar com conselhos sobre a vida material. Para mim, representam a esperança por terem conseguido sair das trevas.</p>
<p>A Umbanda então se diversificou em várias correntes, tais como: umbanda africana, mais próxima do candomblé; umbanda esotérica, que busca conhecimentos da teosofia; umbanda tradicional, que não trabalha com orixás; umbanda branca, dentre várias outras.</p>
<p>Os umbandistas que buscaram as obras de Kardec como referencial teórico e o evangelho segundo o espiritismo como orientação moral, muitas vezes se denominam &#8220;espíritas umbandistas&#8221; para especificar a vertente que seguem. Alguns espíritas kardecistas rejeitam esses umbandistas como espíritas com o mesmo vigor com que alguns católicos e protestantes os rejeitam como cristãos.</p>
<p>Os pretos-velhos trouxeram o culto aos orixás, mas de forma diferenciada do que no candomblé. Os trabalhos com ervas, defumação, charutos etc, seguem o pensamento de que eventos no plano físico movimentam energias no plano espiritual, auxiliando a pessoa no seu momento de fraqueza.</p>
<p>Os umbandistas acreditam em Deus, nos ensinamentos morais de Jesus Cristo, na reencarnação, na evolução espiritual através da caridade, do amor ao próximo e do estudo. Nossos mentores são chamados de guias e buscam nos orientar para o bem. Espíritos ignorantes buscam influenciar negativamente e devem ser auxiliados a encontrar a luz, porém, cada um tem seu caminho.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/klimick.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/klimick.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/klimick.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/klimick.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/klimick.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/klimick.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/klimick.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/klimick.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/klimick.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/klimick.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/klimick.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/klimick.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/klimick.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/klimick.wordpress.com/172/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=172&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Minha experiência com Facebook &#8211; first contacts</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/10/15/minha-experiencia-com-facebook-first-contacts/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/10/15/minha-experiencia-com-facebook-first-contacts/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 02:17:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=166</guid>
		<description><![CDATA[Eu não participo de redes sociais. Estranho, esquisito, alienado, simplesmente não me atraíram até agora.

É esquisito, muita gente curte tanto, é o grande assunto da mídia, vejo o potencial, mas a atratividade me escapa. Vou citar dois exemplos recentes: Twitter e Facebook.
O caso do Twitter foi porque eu fui entrevistado por Skype por 3 jovens que moram bem longe de mim, eu no RJ e eles em Rondônia. Combinamos dia e hora por e-mail, mas um dos rapazed me pediu para avisá-lo por Twitter quando estivesse online. Estranhei, por que ele não entrava no Skype na hora marcada e me esperava? Concluí que ele devia usar tanto Twitter que esse caminho seria mais natural para ele. Abri uma conta no Twitter só para avisá-lo e nunca mais mexi nela. Não tneho interesse em ficar seguindo quem quer que seja no Twitter. Me parece que seria útil para compartilhar informações rápidas para comentar um evento, fugir de um engarrafamento ou um arrastão, atuar em campanhas políticas, essas coisas.

Jà o Facebook, vamos lá.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=166&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não participo de redes sociais. Estranho, esquisito, alienado, simplesmente não me atraíram até agora.</p>
<p>É esquisito, muita gente curte tanto, é o grande assunto da mídia, vejo o potencial, mas a atratividade me escapa. Vou citar dois exemplos recentes: Twitter e Facebook.<br />
O caso do Twitter foi porque eu fui entrevistado por Skype por 3 jovens que moram bem longe de mim, eu no RJ e eles em Rondônia. Combinamos dia e hora por e-mail, mas um dos rapazed me pediu para avisá-lo por Twitter quando estivesse online. Estranhei, por que ele não entrava no Skype na hora marcada e me esperava? Concluí que ele devia usar tanto Twitter que esse caminho seria mais natural para ele. Abri uma conta no Twitter só para avisá-lo e nunca mais mexi nela. Não tneho interesse em ficar seguindo quem quer que seja no Twitter. Me parece que seria útil para compartilhar informações rápidas para comentar um evento, fugir de um engarrafamento ou um arrastão, atuar em campanhas políticas, essas coisas.</p>
<p>Jà o Facebook, vamos lá.<br />
Minha irmão entrou no Facebook e pediu para eu entrar também. Fiz o que ela pediu, mas acho a interface confusa. Até me pareceu legal ter mais notícias dela assim, mas me esqueço de ir lá ver o que está acontecendo e não fico tão motivado a revelar banalidades do meu cotidiano. Para reflexões, prefiro meu blog onde tenho mais espaço. Acho que vale a pena para avisar que atualizei meu blog.<br />
Também tem a questão de várias pessoas que mal conheço ou só vejo em eventos, para não falar das que não conheço, me pedindo para adicioná-las como amigos. Isso me estressa, tenho receio de ofender ou magoar quando recuso, mas para mim &#8220;amigo&#8221; é uma palavra forte, equivalente a &#8220;aliados&#8221; no RPG Era do Caos. Alguém por quem eu me arriscaria (por exemplo entrando numa briga), por quem faria sacrifícios, alguém com quem posso contar. Não gosto de banalizar a palavra. Deveriam usar a palavra &#8220;contato&#8221;. Sei lá.<br />
Minha irmã me disse que vai no Facebook dela várias vezes por dia, eu acho que vou uma ou duas vezes por semana&#8230;</p>
<p>E tem também o RPG do Facebook que para mim de RPG não tem nada, pois não espaço para interpretação. Eu entrei lá a pedido do meu amigo ByM (esse é amigo mesmo) como &#8220;aliado&#8221; dele, também para agradar meu amigo André (tb amigo de verdade). A primeira decisão era sobre quem ajudar dentre algumas opções de imagens (não dá para chamar de personagens, não tinha nem ficha). O ByM (estava do meu lado na hora) e sugeriu um cavaleiro porque teria a ver comigo, já que eu faria um general bom e honrado, um herói. Bom, eu escolhi uma moça sem armas, armaduras ou poderes aparentes por considerar que era quem mais precisava de ajuda contra atacantes. A tal moça virou uma general ou heroína do meu grupo.<br />
Depois fiz &#8220;quests&#8221; (demandas em português) que consistiam basicamente em clicar num botão. Peguei itens mágicos, escolhi uma divindade, tudo curtindo a interação com o ByM, o tal jogo não me cativava.<br />
Daí eu fui invadir um reino ou duelar com uma pessoa. Foi quando descobri que o tal reino pertencia a uma pessoa de verdade, um jogador, bem como o personagem com quem duelaria. Achei isso ridículo e perguntei: mas por que eu estou arrumando briga com essas pessoas? Elas não me fizeram nada! Eu estou prejudicando alguém a  troco de que? O ByM ficava entre o riso e o desespero tentando justificar a ação com frases do tipo &#8221; para você poder evoluir sua personagem&#8221; (eu respondia evoluir para o mal, né?), &#8220;porque o cara é maligno&#8221; (quem disse?) &#8220;Por que o Deus dele é inimigo do seu&#8221; (não posso fazer um acordo de paz?). Enfim, fiz os tais duelos (ganhei!) para agradar meu amigo.<br />
Depois soube que eu não poderia evoluir a moça que ajudei. Joguinho egoísta!<br />
Enfim, faltou narratividade, ficando para mim um dos videogames que não me interessam muito. Pretendo jogar de outras vezes que o ByM me visitar, mas ir lá, acho difícil&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/klimick.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/klimick.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/klimick.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/klimick.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/klimick.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/klimick.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/klimick.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/klimick.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/klimick.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/klimick.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/klimick.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/klimick.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/klimick.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/klimick.wordpress.com/166/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=166&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali &#8211; (Capítulo 2 &#8211; parte 2)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/08/14/uma-semana-na-vida-de-kali-capitulo-2-parte-2/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/08/14/uma-semana-na-vida-de-kali-capitulo-2-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 00:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=163</guid>
		<description><![CDATA[Calístia

10:20 da manhã – 23 de Agosto de 2042

Kali acordou e se espreguiçou prazerosamente nos lençóis. Rolou para o lado e tocou seu sino. Dois minutos depois Jaser entrou no quarto trazendo seu desjejum. Ela tinha esperanças de que ele conseguisse reduzir este tempo para um minuto, mas ele era perfeccionista demais para isso. Além de finas postas de carne, queijo, frutas e um copo de leite, a travessa também incluía uma revista.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=163&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Calístia</strong></p>
<p><strong>10:20 da manhã – 23 de Agosto de 2042</strong></p>
<p>Kali acordou e se espreguiçou prazerosamente nos lençóis. Rolou para o lado e tocou seu sino. Dois minutos depois Jaser entrou no quarto trazendo seu desjejum. Ela tinha esperanças de que ele conseguisse reduzir este tempo para um minuto, mas ele era perfeccionista demais para isso. Além de finas postas de carne, queijo, frutas e um copo de leite, a travessa também incluía uma revista.</p>
<p>Kali gostava de se manter atualizada, a revista era uma compilação de notícias sobre as três Esferas e o Palácio e alguns artigos que Jáser havia coletado para ela. Havia um particularmente interessante sobre a evolução da humanidade e a fauna pré-histórica da Terra. A taigrov sempre havia ficado intrigada com as similaridades entre a Fauna de Feral e a Fauna primitiva da Terra.</p>
<p>“- Talvez fosse interessante fazer estudos arqueológicos similares em Feral para descobrir mais sobre nossas origens e a fauna primitiva deste mundo”.– comentou ela.</p>
<p>Jáser simplesmente assentiu com a cabeça e serviu-lhe mais um pouco de carne.</p>
<p>“- Por outro lado, humanos não devem fazer pesquisas livremente em nosso mundo. Isso teria de ser bem controlado”.</p>
<p>Kali terminou seu desjejum, vestiu-se e desceu para a companhia. Tudo corria bem, as funcionárias reportaram que os escravos estavam tranqüilos e saudáveis. Os fugitivos recém-capturados estavam em sua maioria resignados, alguns se mostravam deprimidos ou rebeldes. Estes eram observados mais de perto para evitar que se ferissem. O estranho humano havia sido cuidadosamente examinado: ele não portava armas e não possuía qualquer marca que chamasse a atenção. Kali ficou curiosa, já tinha ouvido falar sobre os “supersoldados” da Terra. Humanos modificados pela “ciência” para se tornarem mais rápidos e fortes. Modificar animais e plantas era o caminho de magia seguido por Feral, botar as mãos em tal ciência seria ótimo. O estranho humano podia se tornar um escravo mais lucrativo, ou mais problemático, do que ela havia imaginado.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/klimick.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/klimick.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/klimick.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/klimick.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/klimick.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/klimick.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/klimick.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/klimick.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/klimick.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/klimick.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/klimick.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/klimick.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/klimick.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/klimick.wordpress.com/163/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=163&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali &#8211; Capítulo 2 (parte 1)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/08/08/uma-semana-na-vida-de-kali-capitulo-2-parte-1/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/08/08/uma-semana-na-vida-de-kali-capitulo-2-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 05:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=160</guid>
		<description><![CDATA[Capítulo 2

Calístia

04h30min (madrugada) – 23 de Agosto de 2042

Quando elas chegaram de volta ao depósito central o estranho humano já estava consciente. Kali percebeu então que ele usava roupas diferentes, camufladas e que nunca o tinha visto antes. As funcionárias lears confirmaram que ele não fazia parte dos escravos foragidos. Kali pegou o “man-catcher”, mas ele se esquivou e atacou. Usando o “man-catcher” como cajado, atingiu-o derrubando-o no chão. Tonto, ela foi capaz de prendê-lo pelo pescoço e levá-lo para a cela.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=160&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Capítulo 2</strong></p>
<p><strong>Calístia</strong></p>
<p><strong>04h30min (madrugada) – 23 de Agosto de 2042</strong></p>
<p>Quando elas chegaram de volta ao depósito central o estranho humano já estava consciente. Kali percebeu então que ele usava roupas diferentes, camufladas e que nunca o tinha visto antes. As funcionárias lears confirmaram que ele não fazia parte dos escravos foragidos. Kali pegou o “man-catcher”, mas ele se esquivou e atacou. Usando o “man-catcher” como cajado, atingiu-o derrubando-o no chão. Tonto, ela foi capaz de prendê-lo pelo pescoço e levá-lo para a cela.</p>
<p>Lissa estava ouvindo os relatórios e dando as instruções. Kali se aproximou de sua sócia gordinha:</p>
<p>“- Saudações Lissa. No total perdemos três escravos, dois morreram e um pantra fugiu. Nada muito valioso. Capturamos também um humano muito curioso que não fazia parte do estoque. Amanhã te entrego os relatórios, deixo as punições por sua conta.”</p>
<p>“- Bom trabalho, amiga.” – respondeu Lissa com um sorriso.</p>
<p>Kali respondeu com um aceno cansado e foi para sua cobertura: o quinto andar do prédio em que ficava o depósito central.</p>
<p>Quando chegou, sentiu o suave odor do incenso. Jaser, seu escravo particular se aproximou:</p>
<p>“- Seu banho já está sendo aquecido, deseja uma massagem para relaxar?”</p>
<p>Kali assentiu com a cabeça e deitou-se nua, enquanto as mãos experientes do pantra negro desfaziam os nós em seus músculos e aliviavam sua tensão.</p>
<p>Depois, ela entrou na banheira com água quente e perfumada. Jaser entregou-lhe um copo de vinho e se despediu. Kali sorveu o vinho, apreciando o prazer do banho deliciar cada poro de sua pele. Finalmente refeita, ela se ergueu da banheira para deitar entre os lençóis. As preocupações sobre o estranho humano tinham sido deixadas para o dia seguinte.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/klimick.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/klimick.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/klimick.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/klimick.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/klimick.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/klimick.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/klimick.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/klimick.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/klimick.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/klimick.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/klimick.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/klimick.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/klimick.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/klimick.wordpress.com/160/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=160&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali &#8211; Uma novela de Esferas Capítulo 1 (parte 4)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/08/01/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-novela-de-esferas-capitulo-1-parte-4/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 05:43:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=158</guid>
		<description><![CDATA[Calístia

20h00minh12seg (noite) – 22 de Agosto de 2042

Kali se mantinha atenta aos movimentos ao seu redor, respirando a pulsação da mata. Era difícil sentir o odor do humano supersoldado. Na posição em que ela se encontrava, poderia ser percebida, tornando-a vulnerável a um ataque ou indicando ao supersoldado para qual lado fugir. Mas, ela tinha que se arriscar.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=158&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Calístia</p>
<p>20h00minh12seg (noite) – 22 de Agosto de 2042</p>
<p>Kali se mantinha atenta aos movimentos ao seu redor, respirando a pulsação da mata. Era difícil sentir o odor do humano supersoldado. Na posição em que ela se encontrava, poderia ser percebida, tornando-a vulnerável a um ataque ou indicando ao supersoldado para qual lado fugir. Mas, ela tinha que se arriscar.</p>
<p>Um movimento. Ele subitamente saltou no mato e ela o perdeu de vista antes de poder segui-lo. Perto dali, raios elétricos cortavam a mata, enquanto lears gritavam. As caçadoras tinham encurralado o mago humano. De repente, Kali sentiu um movimento às suas costas. Alguém saltou atacando-a. Amaldiçoou sua distração. Um golpe rápido e ela sentiu cheiro de sangue, o seu! Ela saltou e contra-atacou com sua adaga. O supersoldado humano havia tomado a adaga de uma lear.</p>
<p>Golpes foram trocados. Movimentos rápidos e seguros. Faíscas cortaram a noite onde as lâminas se encontravam. Sangue. Suor. Ataque. Finta. Contra-ataque. Corte. Dor! Corte. Satisfação! Ele saltou para o mato. Ela foi atrás.</p>
<p>Kali sentiu alguém saltando sobre suas costas. Rápida e instintivamente ela se abaixou e projetou seu agressor sobre si. O atacante caiu de costas no chão, os cabelos encostando-se às pontas dos pés de Kali. Era o supersoldado humano loiro. Antes que ele pudesse agir, Kali colocou seu pé sobre o pescoço dele, prendendo-o no chão. O homem agarrou sua perna demonstrando uma força que ela nunca tinha visto num humano. Porém, a posição lhe dava vantagem e ela aumentou a pressão. Foi com alguma satisfação que Kali percebeu ser a mais forte. O humano foi ficando mole, sem ar e por fim desmaiou. As lears trouxeram um mago humano inconsciente e um tanto arrebentado. Todos os cativos foram colocados em jaulas nas carroças e levados de volta.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/klimick.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/klimick.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/klimick.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/klimick.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/klimick.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/klimick.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/klimick.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/klimick.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/klimick.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/klimick.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/klimick.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/klimick.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/klimick.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/klimick.wordpress.com/158/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=158&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali &#8211; Uma novela de Esferas Capítulo 1 (parte 3)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/07/30/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-novela-de-esferas-capitulo-1-parte-3/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 04:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=155</guid>
		<description><![CDATA[Calístia

20h00minh (noite) – 22 de Agosto de 2042

A busca seguiu frenética pela cidade. Alguns humanos foram facilmente capturados enquanto vagavam perdidos. Outros foram pegos às portas do consulado da ONU - o ouro mantinha os guardas surdos à noite. Porém, três deles estavam dando bastante trabalho. Eles agiam como um grupo coeso e seguiram pelos esgotos, anulando o olfato das lears. Esse grupo se manteve unido, usando de estratégias sensatas, indicando a presença de um líder competente. Por sorte, as rastreadoras da companhia também eram muito competentes e experientes. Elas se mantiveram no rastro dos fugitivos até fora dos muros da cidade e conseguiram alcançá-los já na floresta. Kali podia agora ouvi-los e sentir-lhes o cheiro, temperado pelo aroma do medo.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=155&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Calístia</strong></p>
<p><strong>20h00minh (noite) – 22 de Agosto de 2042</strong></p>
<p>A busca seguiu frenética pela cidade. Alguns humanos foram facilmente capturados enquanto vagavam perdidos. Outros foram pegos às portas do consulado da ONU &#8211; o ouro mantinha os guardas surdos à noite. Porém, três deles estavam dando bastante trabalho. Eles agiam como um grupo coeso e seguiram pelos esgotos, anulando o olfato das lears. Esse grupo se manteve unido, usando de estratégias sensatas, indicando a presença de um líder competente. Por sorte, as rastreadoras da companhia também eram muito competentes e experientes. Elas se mantiveram no rastro dos fugitivos até fora dos muros da cidade e conseguiram alcançá-los já na floresta. Kali podia agora ouvi-los e sentir-lhes o cheiro, temperado pelo aroma do medo.</p>
<p>Ela observou as lears caçando os humanos. Tudo devia acabar rapidamente agora. Um humano chamou sua atenção: um homem alto, forte, loiro e bonito (Kali apreciava o exótico) e vestido com roupas diferentes. Uma lear saltou sobre ele, mas o humano a percebeu e a atingiu com um soco que a jogou contra uma árvore. A lear caiu tonta e surpresa. Igualmente surpresa, Kali partiu no encalço deste curioso, e perigoso, humano. Só podia haver uma resposta: o humano era um dos tais supersoldados dos quais ela ouvira falar. Humanos geneticamente modificados para se tornarem mais fortes e resistentes, com condições de enfrentar taigrovs, lears e bearstarks em uma luta corporal. Pelo comportamento do grupo que ele liderava e por suas próprias ações, este supersoldado humano tinha treinamento militar.</p>
<p>Kali sorriu para si, esta poderia ser uma caçada interessante, com uma presa perigosa. Porém, estando em Feral, qualquer que fosse o seu resultado, ela logo estaria terminada.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/klimick.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/klimick.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/klimick.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/klimick.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/klimick.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/klimick.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/klimick.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/klimick.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/klimick.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/klimick.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/klimick.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/klimick.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/klimick.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/klimick.wordpress.com/155/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=155&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali &#8211; Uma novela de Esferas Capítulo 1 (parte 2)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/07/23/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-novela-de-esferas-capitulo-1-parte-2/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/07/23/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-novela-de-esferas-capitulo-1-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 04:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=153</guid>
		<description><![CDATA[alístia

17:50 da tarde – 22 de Agosto de 2042

Ninguém sabe como gerar os grandes portais que ligam as esferas. Porém, alguns poucos e preciosos magos sabem criar pequenos portais que permitem o transporte imediato a curtas distâncias. O serviço é caro, mas a emergência justificava. Enquanto o gueops escravo fazia as negociações necessárias, Kali trocou de roupa. Quando ela chegou à sala, a maga lear já estava pronta para abrir o portal para Calístia. O portal foi aberto, Kali saltou por ele sem perder tempo. Vestia calças, sandálias, um colete de couro e trazia algum equipamento. A taigrov seguiu correndo pelas ruas de Calístia, indo em direção ao depósito central. O fluxo do portal tinha deixado-a levemente tonta, mas ela conhecia bem aquelas ruas.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=153&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Calístia</p>
<p>17:50 da tarde – 22 de Agosto de 2042</p>
<p>Ninguém sabe como gerar os grandes portais que ligam as esferas. Porém, alguns poucos e preciosos magos sabem criar pequenos portais que permitem o transporte imediato a curtas distâncias. O serviço é caro, mas a emergência justificava. Enquanto o gueops escravo fazia as negociações necessárias, Kali trocou de roupa. Quando ela chegou à sala, a maga lear já estava pronta para abrir o portal para Calístia. O portal foi aberto, Kali saltou por ele sem perder tempo. Vestia calças, sandálias, um colete de couro e trazia algum equipamento. A taigrov seguiu correndo pelas ruas de Calístia, indo em direção ao depósito central. O fluxo do portal tinha deixado-a levemente tonta, mas ela conhecia bem aquelas ruas.</p>
<p>De repente, já perto do seu destino, ouviu passos de um grupo que vinha correndo pela rua paralela àquela em que ela estava. Pelo som parecia ser um grupo que vinha do depósito central. Kali saltou e rapidamente escalou o prédio governamental de seis andares ao seu lado. Correndo pelo telhado, chegou ao outro lado da rua. Do alto ela pôde ver o grupo: um gladiador taigrov. Novato, mas bem sucedido e de longe o escravo mais valioso; um orcus guerreiro que também valia bastante; um wulfgar caçador; um rizune que estava sendo treinado para tarefas domésticas.</p>
<p>Kali respirou fundo, mantendo-se fora da visão deles. Foi quando percebeu que estava sem suas facas de guerra, pois não tinha tido tempo de pegá-las em casa. Bom, também não havia tempo a perder agora, o jeito era usar o que tinha trazido. Ela esperou escondida nas sombras.</p>
<p>No momento em que o taigrov passou correndo abaixo dela, Kali jogou a rede sobre ele, fazendo-o cair todo enrolado e sem perceber de onde tinha vindo o ataque. O orcus mal teve tempo de notar a queda do taigrov quando foi derrubado por boleadeiras que se enroscaram em suas pernas. O Wulfgar e o rizune pararam procurando seus atacantes.</p>
<p>Ao localizar Kali no telhado do prédio, o wulfgar arremessou sua lança. Ele era bom, mas o ataque vinha de baixo pra cima e Kali conseguiu se esquivar. Aproveitando a posição, ela saltou sobre o wulfgar que arregalou os olhos e murmurou: “- Não&#8230;”</p>
<p>O Wulfgar tentou se esquivar, mas Kali caiu sobre ele, derrubando-o no chão. O impacto foi forte, ela estava pronta para luta, mas ele gemeu e desmaiou. Kali ergueu os olhos para o rizune e rosnou, este, congelado de pavor, caiu de joelhos. Ela rapidamente o amarrou e se virou pra verificar a situação dos outros. O taigrov ainda estava tentando se livrar da rede, a qual obviamente era resistente o bastante para não ser cortada por suas garras. O orcus, porém, já estava praticamente livre das boleadeiras. Kali puxou seu chicote e atacou, enroscando-o ao redor do pescoço do orcus. Ele gritou, as mãos correram para cima, tentando freneticamente livrar sua garganta do chicote. Kali puxou com força, sufocado, o orcus desmaiou. Ela avançou sobre o taigrov e desferiu-lhe um chute no rosto. O gladiador ainda tentou bloquear, mas a rede atrapalhava seus movimentos e ele foi atingido. O chute jogou-o para trás. Furioso, o taigrov fez um esforço feroz e conseguiu se livrar da rede. Uma vitória inútil, pois outro chute de Kali atingiu-o no rosto desacordando-o. Os fugitivos estavam todos dominados. Kali colocou o Rizune debaixo do braço e correu até a esquina para chamar as funcionárias que vinham em perseguição. Os fugitivos foram reconduzidos ao depósito central. O rizune chorava baixinho. Kali acariciou-lhe a face e disse com uma voz doce:</p>
<p>“- Não tema pequenino, você será bem tratado.”</p>
<p>Ele se acalmou um pouco. Uma lear se aproximou e fez seu relatório nervosamente:</p>
<p>“- Trinta e sete escravos se rebelaram quando os estávamos marcando. Aparentemente um orcus era um mago verdadeiro. Junto com os ferais e outros orcus ele criou uma confusão na qual vinte e dois escravos conseguiram escapar. Já conseguimos recapturar 12 com os que a senhora trouxe.”</p>
<p>Kali ia recriminá-la pela falta de atenção, quando uma lear chegou correndo:</p>
<p>“- Senhora, treze humanos escaparam!”</p>
<p>“- Humanos! Como?!” – exigiu Kali.</p>
<p>“- Bom, nós deixamos poucos guardas tomando conta deles. Afinal, ferais tinham escapado e eles eram só humanos. Só que um deles era um mago e nós não sabíamos. Aí ele fez um feitiço e&#8230;”</p>
<p>“- Chega! Isso é gravíssimo! Eu relatarei tudo a Lissa e ela decidirá o que acontecerá com vocês. Prendam esses escravos e organizem imediatamente os grupos de busca e apreensão.”</p>
<p>Antes de pegar suas armas, ela puxou uma lear pelo braço e acrescentou:</p>
<p>“- O rizune deve ser bem tratado.”</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/klimick.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/klimick.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/klimick.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/klimick.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/klimick.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/klimick.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/klimick.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/klimick.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/klimick.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/klimick.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/klimick.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/klimick.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/klimick.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/klimick.wordpress.com/153/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=153&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali (uma pequena novela no mundo de Esferas)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/07/15/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-pequena-novela-no-mundo-de-esferas/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/07/15/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-pequena-novela-no-mundo-de-esferas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 15:46:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=151</guid>
		<description><![CDATA[Capítulo 1

Amanísia

17:30 da tarde – 22 de Agosto de 2042

O sol brilhante de Feral tocava as águas do mar, criando uma bela visão para os espectadores de várias espécies que desfrutavam da praia da lua, a mais disputada de Amanísia por sua areia branquinha e ondas calmas. Apesar do mundo de Feral ser conhecido por sua fauna, digamos exótica e desafiadora, a guarda mantinha a ordem e as feras perigosas eram afastadas da praia. Amanísia mantinha assim sua reputação como principal cidade turística desta esfera.

Deitada na areia, Kali aproveitava os últimos raios de sol. O biquíni, a canga e os óculos escuros tinham sido comprados no Rio de Janeiro, invenções dos humanos que ela admirava. Seu corpo musculoso havia sido moldado por anos de lutas. Ela era uma taigrov imponente. Poucos machos se equiparavam a ela em força e um número ainda menor poderia superá-la. Para estes ela contava com sua agilidade e treinamento. Ela exalava uma aura de perigo selvagem que fazia com que muitos Taigrovs, lears e demais felinos julgassem-na atraente, bem como alguns humanos e orcus com gosto pelo exótico. Para muitos outros ela era um tanto intimidadora.

(Veja o mundo de esferas em:http://www.akrito.com.br/esferas/index.html<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&amp;blog=862440&amp;post=151&amp;subd=klimick&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Capítulo 1</strong></p>
<p>Amanísia</p>
<p>17:30 da tarde – 22 de Agosto de 2042</p>
<p>O sol brilhante de Feral tocava as águas do mar, criando uma bela visão para os espectadores de várias espécies que desfrutavam da praia da lua, a mais disputada de Amanísia por sua areia branquinha e ondas calmas. Apesar do mundo de Feral ser conhecido por sua fauna, digamos exótica e desafiadora, a guarda mantinha a ordem e as feras perigosas eram afastadas da praia. Amanísia mantinha assim sua reputação como principal cidade turística desta esfera.</p>
<p>Deitada na areia, Kali aproveitava os últimos raios de sol. O biquíni, a canga e os óculos escuros tinham sido comprados no Rio de Janeiro, invenções dos humanos que ela admirava. Seu corpo musculoso havia sido moldado por anos de lutas. Ela era uma taigrov imponente. Poucos machos se equiparavam a ela em força e um número ainda menor poderia superá-la. Para estes ela contava com sua agilidade e treinamento. Ela exalava uma aura de perigo selvagem que fazia com que muitos Taigrovs, lears e demais felinos julgassem-na atraente, bem como alguns humanos e orcus com gosto pelo exótico. Para muitos outros ela era um tanto intimidadora.</p>
<p>Lânguida, Kali evitava pensar em negócios, curtindo apenas o momento. O sol, o mar, a areia. Ela sentiu alguém cometer a ousadia de tapar o seu sol. Abrindo os olhos, reconheceu Ijiro, um comerciante rizune ligado a Kagimo Nihu, o rizune que atualmente governa Amanísia. Ele sorriu:</p>
<p>“- Saudações, Kali! Trago algumas encomendas para você”.</p>
<p>“- É algo especial? Se for posso mandar vir do estoque em Calístia”.</p>
<p>Ijiro entregou a lista e Kali correu os olhos por ela. Felizmente, havia vários pedidos normais que podiam ser atendidos ali mesmo em Amanísia. Porém, como sempre, clientes ricos faziam pedidos mais difíceis ou exóticos que exigiriam uma viagem até Calístia ou até mesmo novas aquisições. Dobrando a lista e guardando-a, Kali respondeu:</p>
<p>“- Vou ver em Calístia, mas pode demorar um pouco para adquirir tais produtos”.</p>
<p>“- Eu confio na sua competência”.</p>
<p>Após mais alguns minutos conversando amenidades, Ijiro se despediu. Vendo o fim do seu dia de folga interrompido por negócios e que o sol já se punha no horizonte, a taigrov decidiu ir para sua casa de praia. Um rápido movimento atraiu sua atenção e ela se esquivou bem a tempo. Duas frutas passaram voando por sua cabeça. Kali percebeu que tinham sido arremessadas por dois jovens taigrovs. Se o ataque era porque ela estava usando roupas humanas ou porque trabalhava para as lears ela não sabia e nem queria saber. Saltando agilmente Kali pegou as frutas e as arremessou de volta. Um dos taigrovs conseguiu se esquivar, mas o outro foi atingido. Este veio correndo furioso em sua direção, garras e presas à mostra. Kali olhou rapidamente à sua volta, sem perdê-lo de vista. Ela percebeu um grupo em que dois orcus, um taigrov e um pantra conversavam animadamente. Sorrindo, esperou pela carga do jovem taigrov. Quando ele saltou sobre ela, Kali se esquivou e com um rápido movimento o projetou sobre os quatro que estavam conversando. Conforme previsto, o orcus deu-lhe um soco nas costas, prontamente revidado com uma garrada do taigrov. A luta começou violenta e o outro taigrov veio ajudar seu amigo. Sorrindo calmamente, Kali recolheu suas coisas e foi para sua casa de praia. Não teve tempo de chegar lá. Mal tinha saído da praia, quando um gueops, escravo da companhia chegou correndo e se ajoelhou diante dela. Já pressentindo que eram más notícias Kali indagou rapidamente:</p>
<p>“- O que houve?”</p>
<p>“- Uma fuga de escravos em Calístia. A senhora Lissa pede o seu retorno imediato!”</p>
<p>“- Merda!”</p>
<p>Kali saiu em disparada até a sala dos portais.</p>
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