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	<title>Krônicas</title>
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	<description>Um blog, uma experiência...</description>
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		<title>Krônicas</title>
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		<title>Minha experiência com Facebook &#8211; first contacts</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/10/15/minha-experiencia-com-facebook-first-contacts/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 02:17:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não participo de redes sociais. Estranho, esquisito, alienado, simplesmente não me atraíram até agora.

É esquisito, muita gente curte tanto, é o grande assunto da mídia, vejo o potencial, mas a atratividade me escapa. Vou citar dois exemplos recentes: Twitter e Facebook.
O caso do Twitter foi porque eu fui entrevistado por Skype por 3 jovens que moram bem longe de mim, eu no RJ e eles em Rondônia. Combinamos dia e hora por e-mail, mas um dos rapazed me pediu para avisá-lo por Twitter quando estivesse online. Estranhei, por que ele não entrava no Skype na hora marcada e me esperava? Concluí que ele devia usar tanto Twitter que esse caminho seria mais natural para ele. Abri uma conta no Twitter só para avisá-lo e nunca mais mexi nela. Não tneho interesse em ficar seguindo quem quer que seja no Twitter. Me parece que seria útil para compartilhar informações rápidas para comentar um evento, fugir de um engarrafamento ou um arrastão, atuar em campanhas políticas, essas coisas.

Jà o Facebook, vamos lá.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&blog=862440&post=166&subd=klimick&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu não participo de redes sociais. Estranho, esquisito, alienado, simplesmente não me atraíram até agora.</p>
<p>É esquisito, muita gente curte tanto, é o grande assunto da mídia, vejo o potencial, mas a atratividade me escapa. Vou citar dois exemplos recentes: Twitter e Facebook.<br />
O caso do Twitter foi porque eu fui entrevistado por Skype por 3 jovens que moram bem longe de mim, eu no RJ e eles em Rondônia. Combinamos dia e hora por e-mail, mas um dos rapazed me pediu para avisá-lo por Twitter quando estivesse online. Estranhei, por que ele não entrava no Skype na hora marcada e me esperava? Concluí que ele devia usar tanto Twitter que esse caminho seria mais natural para ele. Abri uma conta no Twitter só para avisá-lo e nunca mais mexi nela. Não tneho interesse em ficar seguindo quem quer que seja no Twitter. Me parece que seria útil para compartilhar informações rápidas para comentar um evento, fugir de um engarrafamento ou um arrastão, atuar em campanhas políticas, essas coisas.</p>
<p>Jà o Facebook, vamos lá.<br />
Minha irmão entrou no Facebook e pediu para eu entrar também. Fiz o que ela pediu, mas acho a interface confusa. Até me pareceu legal ter mais notícias dela assim, mas me esqueço de ir lá ver o que está acontecendo e não fico tão motivado a revelar banalidades do meu cotidiano. Para reflexões, prefiro meu blog onde tenho mais espaço. Acho que vale a pena para avisar que atualizei meu blog.<br />
Também tem a questão de várias pessoas que mal conheço ou só vejo em eventos, para não falar das que não conheço, me pedindo para adicioná-las como amigos. Isso me estressa, tenho receio de ofender ou magoar quando recuso, mas para mim &#8220;amigo&#8221; é uma palavra forte, equivalente a &#8220;aliados&#8221; no RPG Era do Caos. Alguém por quem eu me arriscaria (por exemplo entrando numa briga), por quem faria sacrifícios, alguém com quem posso contar. Não gosto de banalizar a palavra. Deveriam usar a palavra &#8220;contato&#8221;. Sei lá.<br />
Minha irmã me disse que vai no Facebook dela várias vezes por dia, eu acho que vou uma ou duas vezes por semana&#8230;</p>
<p>E tem também o RPG do Facebook que para mim de RPG não tem nada, pois não espaço para interpretação. Eu entrei lá a pedido do meu amigo ByM (esse é amigo mesmo) como &#8220;aliado&#8221; dele, também para agradar meu amigo André (tb amigo de verdade). A primeira decisão era sobre quem ajudar dentre algumas opções de imagens (não dá para chamar de personagens, não tinha nem ficha). O ByM (estava do meu lado na hora) e sugeriu um cavaleiro porque teria a ver comigo, já que eu faria um general bom e honrado, um herói. Bom, eu escolhi uma moça sem armas, armaduras ou poderes aparentes por considerar que era quem mais precisava de ajuda contra atacantes. A tal moça virou uma general ou heroína do meu grupo.<br />
Depois fiz &#8220;quests&#8221; (demandas em português) que consistiam basicamente em clicar num botão. Peguei itens mágicos, escolhi uma divindade, tudo curtindo a interação com o ByM, o tal jogo não me cativava.<br />
Daí eu fui invadir um reino ou duelar com uma pessoa. Foi quando descobri que o tal reino pertencia a uma pessoa de verdade, um jogador, bem como o personagem com quem duelaria. Achei isso ridículo e perguntei: mas por que eu estou arrumando briga com essas pessoas? Elas não me fizeram nada! Eu estou prejudicando alguém a  troco de que? O ByM ficava entre o riso e o desespero tentando justificar a ação com frases do tipo &#8221; para você poder evoluir sua personagem&#8221; (eu respondia evoluir para o mal, né?), &#8220;porque o cara é maligno&#8221; (quem disse?) &#8220;Por que o Deus dele é inimigo do seu&#8221; (não posso fazer um acordo de paz?). Enfim, fiz os tais duelos (ganhei!) para agradar meu amigo.<br />
Depois soube que eu não poderia evoluir a moça que ajudei. Joguinho egoísta!<br />
Enfim, faltou narratividade, ficando para mim um dos videogames que não me interessam muito. Pretendo jogar de outras vezes que o ByM me visitar, mas ir lá, acho difícil&#8230;</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali &#8211; (Capítulo 2 &#8211; parte 2)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/08/14/uma-semana-na-vida-de-kali-capitulo-2-parte-2/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/08/14/uma-semana-na-vida-de-kali-capitulo-2-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 00:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=163</guid>
		<description><![CDATA[Calístia

10:20 da manhã – 23 de Agosto de 2042

Kali acordou e se espreguiçou prazerosamente nos lençóis. Rolou para o lado e tocou seu sino. Dois minutos depois Jaser entrou no quarto trazendo seu desjejum. Ela tinha esperanças de que ele conseguisse reduzir este tempo para um minuto, mas ele era perfeccionista demais para isso. Além de finas postas de carne, queijo, frutas e um copo de leite, a travessa também incluía uma revista.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&blog=862440&post=163&subd=klimick&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>Calístia</strong></p>
<p><strong>10:20 da manhã – 23 de Agosto de 2042</strong></p>
<p>Kali acordou e se espreguiçou prazerosamente nos lençóis. Rolou para o lado e tocou seu sino. Dois minutos depois Jaser entrou no quarto trazendo seu desjejum. Ela tinha esperanças de que ele conseguisse reduzir este tempo para um minuto, mas ele era perfeccionista demais para isso. Além de finas postas de carne, queijo, frutas e um copo de leite, a travessa também incluía uma revista.</p>
<p>Kali gostava de se manter atualizada, a revista era uma compilação de notícias sobre as três Esferas e o Palácio e alguns artigos que Jáser havia coletado para ela. Havia um particularmente interessante sobre a evolução da humanidade e a fauna pré-histórica da Terra. A taigrov sempre havia ficado intrigada com as similaridades entre a Fauna de Feral e a Fauna primitiva da Terra.</p>
<p>“- Talvez fosse interessante fazer estudos arqueológicos similares em Feral para descobrir mais sobre nossas origens e a fauna primitiva deste mundo”.– comentou ela.</p>
<p>Jáser simplesmente assentiu com a cabeça e serviu-lhe mais um pouco de carne.</p>
<p>“- Por outro lado, humanos não devem fazer pesquisas livremente em nosso mundo. Isso teria de ser bem controlado”.</p>
<p>Kali terminou seu desjejum, vestiu-se e desceu para a companhia. Tudo corria bem, as funcionárias reportaram que os escravos estavam tranqüilos e saudáveis. Os fugitivos recém-capturados estavam em sua maioria resignados, alguns se mostravam deprimidos ou rebeldes. Estes eram observados mais de perto para evitar que se ferissem. O estranho humano havia sido cuidadosamente examinado: ele não portava armas e não possuía qualquer marca que chamasse a atenção. Kali ficou curiosa, já tinha ouvido falar sobre os “supersoldados” da Terra. Humanos modificados pela “ciência” para se tornarem mais rápidos e fortes. Modificar animais e plantas era o caminho de magia seguido por Feral, botar as mãos em tal ciência seria ótimo. O estranho humano podia se tornar um escravo mais lucrativo, ou mais problemático, do que ela havia imaginado.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali &#8211; Capítulo 2 (parte 1)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/08/08/uma-semana-na-vida-de-kali-capitulo-2-parte-1/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/08/08/uma-semana-na-vida-de-kali-capitulo-2-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 05:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=160</guid>
		<description><![CDATA[Capítulo 2

Calístia

04h30min (madrugada) – 23 de Agosto de 2042

Quando elas chegaram de volta ao depósito central o estranho humano já estava consciente. Kali percebeu então que ele usava roupas diferentes, camufladas e que nunca o tinha visto antes. As funcionárias lears confirmaram que ele não fazia parte dos escravos foragidos. Kali pegou o “man-catcher”, mas ele se esquivou e atacou. Usando o “man-catcher” como cajado, atingiu-o derrubando-o no chão. Tonto, ela foi capaz de prendê-lo pelo pescoço e levá-lo para a cela.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&blog=862440&post=160&subd=klimick&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>Capítulo 2</strong></p>
<p><strong>Calístia</strong></p>
<p><strong>04h30min (madrugada) – 23 de Agosto de 2042</strong></p>
<p>Quando elas chegaram de volta ao depósito central o estranho humano já estava consciente. Kali percebeu então que ele usava roupas diferentes, camufladas e que nunca o tinha visto antes. As funcionárias lears confirmaram que ele não fazia parte dos escravos foragidos. Kali pegou o “man-catcher”, mas ele se esquivou e atacou. Usando o “man-catcher” como cajado, atingiu-o derrubando-o no chão. Tonto, ela foi capaz de prendê-lo pelo pescoço e levá-lo para a cela.</p>
<p>Lissa estava ouvindo os relatórios e dando as instruções. Kali se aproximou de sua sócia gordinha:</p>
<p>“- Saudações Lissa. No total perdemos três escravos, dois morreram e um pantra fugiu. Nada muito valioso. Capturamos também um humano muito curioso que não fazia parte do estoque. Amanhã te entrego os relatórios, deixo as punições por sua conta.”</p>
<p>“- Bom trabalho, amiga.” – respondeu Lissa com um sorriso.</p>
<p>Kali respondeu com um aceno cansado e foi para sua cobertura: o quinto andar do prédio em que ficava o depósito central.</p>
<p>Quando chegou, sentiu o suave odor do incenso. Jaser, seu escravo particular se aproximou:</p>
<p>“- Seu banho já está sendo aquecido, deseja uma massagem para relaxar?”</p>
<p>Kali assentiu com a cabeça e deitou-se nua, enquanto as mãos experientes do pantra negro desfaziam os nós em seus músculos e aliviavam sua tensão.</p>
<p>Depois, ela entrou na banheira com água quente e perfumada. Jaser entregou-lhe um copo de vinho e se despediu. Kali sorveu o vinho, apreciando o prazer do banho deliciar cada poro de sua pele. Finalmente refeita, ela se ergueu da banheira para deitar entre os lençóis. As preocupações sobre o estranho humano tinham sido deixadas para o dia seguinte.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali &#8211; Uma novela de Esferas Capítulo 1 (parte 4)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/08/01/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-novela-de-esferas-capitulo-1-parte-4/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/08/01/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-novela-de-esferas-capitulo-1-parte-4/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 05:43:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=158</guid>
		<description><![CDATA[Calístia

20h00minh12seg (noite) – 22 de Agosto de 2042

Kali se mantinha atenta aos movimentos ao seu redor, respirando a pulsação da mata. Era difícil sentir o odor do humano supersoldado. Na posição em que ela se encontrava, poderia ser percebida, tornando-a vulnerável a um ataque ou indicando ao supersoldado para qual lado fugir. Mas, ela tinha que se arriscar.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&blog=862440&post=158&subd=klimick&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Calístia</p>
<p>20h00minh12seg (noite) – 22 de Agosto de 2042</p>
<p>Kali se mantinha atenta aos movimentos ao seu redor, respirando a pulsação da mata. Era difícil sentir o odor do humano supersoldado. Na posição em que ela se encontrava, poderia ser percebida, tornando-a vulnerável a um ataque ou indicando ao supersoldado para qual lado fugir. Mas, ela tinha que se arriscar.</p>
<p>Um movimento. Ele subitamente saltou no mato e ela o perdeu de vista antes de poder segui-lo. Perto dali, raios elétricos cortavam a mata, enquanto lears gritavam. As caçadoras tinham encurralado o mago humano. De repente, Kali sentiu um movimento às suas costas. Alguém saltou atacando-a. Amaldiçoou sua distração. Um golpe rápido e ela sentiu cheiro de sangue, o seu! Ela saltou e contra-atacou com sua adaga. O supersoldado humano havia tomado a adaga de uma lear.</p>
<p>Golpes foram trocados. Movimentos rápidos e seguros. Faíscas cortaram a noite onde as lâminas se encontravam. Sangue. Suor. Ataque. Finta. Contra-ataque. Corte. Dor! Corte. Satisfação! Ele saltou para o mato. Ela foi atrás.</p>
<p>Kali sentiu alguém saltando sobre suas costas. Rápida e instintivamente ela se abaixou e projetou seu agressor sobre si. O atacante caiu de costas no chão, os cabelos encostando-se às pontas dos pés de Kali. Era o supersoldado humano loiro. Antes que ele pudesse agir, Kali colocou seu pé sobre o pescoço dele, prendendo-o no chão. O homem agarrou sua perna demonstrando uma força que ela nunca tinha visto num humano. Porém, a posição lhe dava vantagem e ela aumentou a pressão. Foi com alguma satisfação que Kali percebeu ser a mais forte. O humano foi ficando mole, sem ar e por fim desmaiou. As lears trouxeram um mago humano inconsciente e um tanto arrebentado. Todos os cativos foram colocados em jaulas nas carroças e levados de volta.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali &#8211; Uma novela de Esferas Capítulo 1 (parte 3)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/07/30/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-novela-de-esferas-capitulo-1-parte-3/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 04:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

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		<description><![CDATA[Calístia

20h00minh (noite) – 22 de Agosto de 2042

A busca seguiu frenética pela cidade. Alguns humanos foram facilmente capturados enquanto vagavam perdidos. Outros foram pegos às portas do consulado da ONU - o ouro mantinha os guardas surdos à noite. Porém, três deles estavam dando bastante trabalho. Eles agiam como um grupo coeso e seguiram pelos esgotos, anulando o olfato das lears. Esse grupo se manteve unido, usando de estratégias sensatas, indicando a presença de um líder competente. Por sorte, as rastreadoras da companhia também eram muito competentes e experientes. Elas se mantiveram no rastro dos fugitivos até fora dos muros da cidade e conseguiram alcançá-los já na floresta. Kali podia agora ouvi-los e sentir-lhes o cheiro, temperado pelo aroma do medo.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&blog=862440&post=155&subd=klimick&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>Calístia</strong></p>
<p><strong>20h00minh (noite) – 22 de Agosto de 2042</strong></p>
<p>A busca seguiu frenética pela cidade. Alguns humanos foram facilmente capturados enquanto vagavam perdidos. Outros foram pegos às portas do consulado da ONU &#8211; o ouro mantinha os guardas surdos à noite. Porém, três deles estavam dando bastante trabalho. Eles agiam como um grupo coeso e seguiram pelos esgotos, anulando o olfato das lears. Esse grupo se manteve unido, usando de estratégias sensatas, indicando a presença de um líder competente. Por sorte, as rastreadoras da companhia também eram muito competentes e experientes. Elas se mantiveram no rastro dos fugitivos até fora dos muros da cidade e conseguiram alcançá-los já na floresta. Kali podia agora ouvi-los e sentir-lhes o cheiro, temperado pelo aroma do medo.</p>
<p>Ela observou as lears caçando os humanos. Tudo devia acabar rapidamente agora. Um humano chamou sua atenção: um homem alto, forte, loiro e bonito (Kali apreciava o exótico) e vestido com roupas diferentes. Uma lear saltou sobre ele, mas o humano a percebeu e a atingiu com um soco que a jogou contra uma árvore. A lear caiu tonta e surpresa. Igualmente surpresa, Kali partiu no encalço deste curioso, e perigoso, humano. Só podia haver uma resposta: o humano era um dos tais supersoldados dos quais ela ouvira falar. Humanos geneticamente modificados para se tornarem mais fortes e resistentes, com condições de enfrentar taigrovs, lears e bearstarks em uma luta corporal. Pelo comportamento do grupo que ele liderava e por suas próprias ações, este supersoldado humano tinha treinamento militar.</p>
<p>Kali sorriu para si, esta poderia ser uma caçada interessante, com uma presa perigosa. Porém, estando em Feral, qualquer que fosse o seu resultado, ela logo estaria terminada.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali &#8211; Uma novela de Esferas Capítulo 1 (parte 2)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/07/23/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-novela-de-esferas-capitulo-1-parte-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 04:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=153</guid>
		<description><![CDATA[alístia

17:50 da tarde – 22 de Agosto de 2042

Ninguém sabe como gerar os grandes portais que ligam as esferas. Porém, alguns poucos e preciosos magos sabem criar pequenos portais que permitem o transporte imediato a curtas distâncias. O serviço é caro, mas a emergência justificava. Enquanto o gueops escravo fazia as negociações necessárias, Kali trocou de roupa. Quando ela chegou à sala, a maga lear já estava pronta para abrir o portal para Calístia. O portal foi aberto, Kali saltou por ele sem perder tempo. Vestia calças, sandálias, um colete de couro e trazia algum equipamento. A taigrov seguiu correndo pelas ruas de Calístia, indo em direção ao depósito central. O fluxo do portal tinha deixado-a levemente tonta, mas ela conhecia bem aquelas ruas.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&blog=862440&post=153&subd=klimick&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Calístia</p>
<p>17:50 da tarde – 22 de Agosto de 2042</p>
<p>Ninguém sabe como gerar os grandes portais que ligam as esferas. Porém, alguns poucos e preciosos magos sabem criar pequenos portais que permitem o transporte imediato a curtas distâncias. O serviço é caro, mas a emergência justificava. Enquanto o gueops escravo fazia as negociações necessárias, Kali trocou de roupa. Quando ela chegou à sala, a maga lear já estava pronta para abrir o portal para Calístia. O portal foi aberto, Kali saltou por ele sem perder tempo. Vestia calças, sandálias, um colete de couro e trazia algum equipamento. A taigrov seguiu correndo pelas ruas de Calístia, indo em direção ao depósito central. O fluxo do portal tinha deixado-a levemente tonta, mas ela conhecia bem aquelas ruas.</p>
<p>De repente, já perto do seu destino, ouviu passos de um grupo que vinha correndo pela rua paralela àquela em que ela estava. Pelo som parecia ser um grupo que vinha do depósito central. Kali saltou e rapidamente escalou o prédio governamental de seis andares ao seu lado. Correndo pelo telhado, chegou ao outro lado da rua. Do alto ela pôde ver o grupo: um gladiador taigrov. Novato, mas bem sucedido e de longe o escravo mais valioso; um orcus guerreiro que também valia bastante; um wulfgar caçador; um rizune que estava sendo treinado para tarefas domésticas.</p>
<p>Kali respirou fundo, mantendo-se fora da visão deles. Foi quando percebeu que estava sem suas facas de guerra, pois não tinha tido tempo de pegá-las em casa. Bom, também não havia tempo a perder agora, o jeito era usar o que tinha trazido. Ela esperou escondida nas sombras.</p>
<p>No momento em que o taigrov passou correndo abaixo dela, Kali jogou a rede sobre ele, fazendo-o cair todo enrolado e sem perceber de onde tinha vindo o ataque. O orcus mal teve tempo de notar a queda do taigrov quando foi derrubado por boleadeiras que se enroscaram em suas pernas. O Wulfgar e o rizune pararam procurando seus atacantes.</p>
<p>Ao localizar Kali no telhado do prédio, o wulfgar arremessou sua lança. Ele era bom, mas o ataque vinha de baixo pra cima e Kali conseguiu se esquivar. Aproveitando a posição, ela saltou sobre o wulfgar que arregalou os olhos e murmurou: “- Não&#8230;”</p>
<p>O Wulfgar tentou se esquivar, mas Kali caiu sobre ele, derrubando-o no chão. O impacto foi forte, ela estava pronta para luta, mas ele gemeu e desmaiou. Kali ergueu os olhos para o rizune e rosnou, este, congelado de pavor, caiu de joelhos. Ela rapidamente o amarrou e se virou pra verificar a situação dos outros. O taigrov ainda estava tentando se livrar da rede, a qual obviamente era resistente o bastante para não ser cortada por suas garras. O orcus, porém, já estava praticamente livre das boleadeiras. Kali puxou seu chicote e atacou, enroscando-o ao redor do pescoço do orcus. Ele gritou, as mãos correram para cima, tentando freneticamente livrar sua garganta do chicote. Kali puxou com força, sufocado, o orcus desmaiou. Ela avançou sobre o taigrov e desferiu-lhe um chute no rosto. O gladiador ainda tentou bloquear, mas a rede atrapalhava seus movimentos e ele foi atingido. O chute jogou-o para trás. Furioso, o taigrov fez um esforço feroz e conseguiu se livrar da rede. Uma vitória inútil, pois outro chute de Kali atingiu-o no rosto desacordando-o. Os fugitivos estavam todos dominados. Kali colocou o Rizune debaixo do braço e correu até a esquina para chamar as funcionárias que vinham em perseguição. Os fugitivos foram reconduzidos ao depósito central. O rizune chorava baixinho. Kali acariciou-lhe a face e disse com uma voz doce:</p>
<p>“- Não tema pequenino, você será bem tratado.”</p>
<p>Ele se acalmou um pouco. Uma lear se aproximou e fez seu relatório nervosamente:</p>
<p>“- Trinta e sete escravos se rebelaram quando os estávamos marcando. Aparentemente um orcus era um mago verdadeiro. Junto com os ferais e outros orcus ele criou uma confusão na qual vinte e dois escravos conseguiram escapar. Já conseguimos recapturar 12 com os que a senhora trouxe.”</p>
<p>Kali ia recriminá-la pela falta de atenção, quando uma lear chegou correndo:</p>
<p>“- Senhora, treze humanos escaparam!”</p>
<p>“- Humanos! Como?!” – exigiu Kali.</p>
<p>“- Bom, nós deixamos poucos guardas tomando conta deles. Afinal, ferais tinham escapado e eles eram só humanos. Só que um deles era um mago e nós não sabíamos. Aí ele fez um feitiço e&#8230;”</p>
<p>“- Chega! Isso é gravíssimo! Eu relatarei tudo a Lissa e ela decidirá o que acontecerá com vocês. Prendam esses escravos e organizem imediatamente os grupos de busca e apreensão.”</p>
<p>Antes de pegar suas armas, ela puxou uma lear pelo braço e acrescentou:</p>
<p>“- O rizune deve ser bem tratado.”</p>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Uma semana na vida de Kali (uma pequena novela no mundo de Esferas)</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/07/15/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-pequena-novela-no-mundo-de-esferas/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/07/15/uma-semana-na-vida-de-kali-uma-pequena-novela-no-mundo-de-esferas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 15:46:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=151</guid>
		<description><![CDATA[Capítulo 1

Amanísia

17:30 da tarde – 22 de Agosto de 2042

O sol brilhante de Feral tocava as águas do mar, criando uma bela visão para os espectadores de várias espécies que desfrutavam da praia da lua, a mais disputada de Amanísia por sua areia branquinha e ondas calmas. Apesar do mundo de Feral ser conhecido por sua fauna, digamos exótica e desafiadora, a guarda mantinha a ordem e as feras perigosas eram afastadas da praia. Amanísia mantinha assim sua reputação como principal cidade turística desta esfera.

Deitada na areia, Kali aproveitava os últimos raios de sol. O biquíni, a canga e os óculos escuros tinham sido comprados no Rio de Janeiro, invenções dos humanos que ela admirava. Seu corpo musculoso havia sido moldado por anos de lutas. Ela era uma taigrov imponente. Poucos machos se equiparavam a ela em força e um número ainda menor poderia superá-la. Para estes ela contava com sua agilidade e treinamento. Ela exalava uma aura de perigo selvagem que fazia com que muitos Taigrovs, lears e demais felinos julgassem-na atraente, bem como alguns humanos e orcus com gosto pelo exótico. Para muitos outros ela era um tanto intimidadora.

(Veja o mundo de esferas em:http://www.akrito.com.br/esferas/index.html<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&blog=862440&post=151&subd=klimick&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>Capítulo 1</strong></p>
<p>Amanísia</p>
<p>17:30 da tarde – 22 de Agosto de 2042</p>
<p>O sol brilhante de Feral tocava as águas do mar, criando uma bela visão para os espectadores de várias espécies que desfrutavam da praia da lua, a mais disputada de Amanísia por sua areia branquinha e ondas calmas. Apesar do mundo de Feral ser conhecido por sua fauna, digamos exótica e desafiadora, a guarda mantinha a ordem e as feras perigosas eram afastadas da praia. Amanísia mantinha assim sua reputação como principal cidade turística desta esfera.</p>
<p>Deitada na areia, Kali aproveitava os últimos raios de sol. O biquíni, a canga e os óculos escuros tinham sido comprados no Rio de Janeiro, invenções dos humanos que ela admirava. Seu corpo musculoso havia sido moldado por anos de lutas. Ela era uma taigrov imponente. Poucos machos se equiparavam a ela em força e um número ainda menor poderia superá-la. Para estes ela contava com sua agilidade e treinamento. Ela exalava uma aura de perigo selvagem que fazia com que muitos Taigrovs, lears e demais felinos julgassem-na atraente, bem como alguns humanos e orcus com gosto pelo exótico. Para muitos outros ela era um tanto intimidadora.</p>
<p>Lânguida, Kali evitava pensar em negócios, curtindo apenas o momento. O sol, o mar, a areia. Ela sentiu alguém cometer a ousadia de tapar o seu sol. Abrindo os olhos, reconheceu Ijiro, um comerciante rizune ligado a Kagimo Nihu, o rizune que atualmente governa Amanísia. Ele sorriu:</p>
<p>“- Saudações, Kali! Trago algumas encomendas para você”.</p>
<p>“- É algo especial? Se for posso mandar vir do estoque em Calístia”.</p>
<p>Ijiro entregou a lista e Kali correu os olhos por ela. Felizmente, havia vários pedidos normais que podiam ser atendidos ali mesmo em Amanísia. Porém, como sempre, clientes ricos faziam pedidos mais difíceis ou exóticos que exigiriam uma viagem até Calístia ou até mesmo novas aquisições. Dobrando a lista e guardando-a, Kali respondeu:</p>
<p>“- Vou ver em Calístia, mas pode demorar um pouco para adquirir tais produtos”.</p>
<p>“- Eu confio na sua competência”.</p>
<p>Após mais alguns minutos conversando amenidades, Ijiro se despediu. Vendo o fim do seu dia de folga interrompido por negócios e que o sol já se punha no horizonte, a taigrov decidiu ir para sua casa de praia. Um rápido movimento atraiu sua atenção e ela se esquivou bem a tempo. Duas frutas passaram voando por sua cabeça. Kali percebeu que tinham sido arremessadas por dois jovens taigrovs. Se o ataque era porque ela estava usando roupas humanas ou porque trabalhava para as lears ela não sabia e nem queria saber. Saltando agilmente Kali pegou as frutas e as arremessou de volta. Um dos taigrovs conseguiu se esquivar, mas o outro foi atingido. Este veio correndo furioso em sua direção, garras e presas à mostra. Kali olhou rapidamente à sua volta, sem perdê-lo de vista. Ela percebeu um grupo em que dois orcus, um taigrov e um pantra conversavam animadamente. Sorrindo, esperou pela carga do jovem taigrov. Quando ele saltou sobre ela, Kali se esquivou e com um rápido movimento o projetou sobre os quatro que estavam conversando. Conforme previsto, o orcus deu-lhe um soco nas costas, prontamente revidado com uma garrada do taigrov. A luta começou violenta e o outro taigrov veio ajudar seu amigo. Sorrindo calmamente, Kali recolheu suas coisas e foi para sua casa de praia. Não teve tempo de chegar lá. Mal tinha saído da praia, quando um gueops, escravo da companhia chegou correndo e se ajoelhou diante dela. Já pressentindo que eram más notícias Kali indagou rapidamente:</p>
<p>“- O que houve?”</p>
<p>“- Uma fuga de escravos em Calístia. A senhora Lissa pede o seu retorno imediato!”</p>
<p>“- Merda!”</p>
<p>Kali saiu em disparada até a sala dos portais.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Resenha Star Trek, novo filme</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/06/08/resenha-star-trek-novo-filme/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/06/08/resenha-star-trek-novo-filme/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 15:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://klimick.wordpress.com/?p=149</guid>
		<description><![CDATA[Resenha Star Trek
Eu gostei muitíssimo do filme. JJ Abrams teve como projeto unir o ritmo de ação e vislumbre épico de Star Wars com a densidade de personagens, questões éticas e roteiros elaborados de Star Trek. Eu creio que ele foi bem sucedido.
Coloco aqui o link para a excelente resenha do Jovem Nerd e meus comentários abaixo, muitos em debate com críticas feitas ao filme com as quais não concordo.
http://jovemnerd.ig.com.br/especiais/filmes/star-trek-resenha/

Segue:<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&blog=862440&post=149&subd=klimick&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Resenha Star Trek<br />
Eu gostei muitíssimo do filme. JJ Abrams teve como projeto unir o ritmo de ação e vislumbre épico de Star Wars com a densidade de personagens, questões éticas e roteiros elaborados de Star Trek. Eu creio que ele foi bem sucedido.<br />
Coloco aqui o link para a excelente resenha do Jovem Nerd e meus comentários abaixo, muitos em debate com críticas feitas ao filme com as quais não concordo.<br />
http://jovemnerd.ig.com.br/especiais/filmes/star-trek-resenha/</p>
<p>Segue:<br />
#</p>
<p>Paradoxo temporal terá de ser resolvido no futuro ou haverá caos!<br />
Permitam-me discordar sobre o paradoxo ter que ser resolvido para salvar aquela linha temporal. A teoria que JJAbrams afirmou estar seguindo apoiado em algumas postulações a partir da física quântica é que ao voltarem no tempo Spock e Nero criaram toda uma realidade alternativa que existe em paralelo aquela de onde eles vieram. Mesmo que Kirk e Spock impeçam a destruição de Romulus no futuro, não vai alterar nada, a nova linha temporal se sustenta por si. DE fato, esta teoria elimina a necessidade de resolver paradoxos. Esse ponto de vista de fato pode entrar em contradição com o modo como o tema era tratado na série anteriormente, mas você pode entender que as tentativas eram de preservar a linha temporal original das personagens e que se falhassem, a nova linha, paralela à original, se manteria.</p>
<p>Sobre algumas críticas:<br />
- Os sotaques eram forçados? Simon Pegg é inglês e Yelchin tem pai e mãe russos, ambos sabem o que estão fazendo com os sotaques de Scotty e Checkov.</p>
<p>- Como a imagem dos tripulantes da Narada apareceu nos monitores da Kelvin, a Federação sabia da ligação vulcanos/romulanos bem antes que na realidade original.</p>
<p>- Spock foi deixado naquele planeta para assistir a destruição de Vulcano e sobreviver com sua dor, Kirk foi expulso para fora da nave, mas não para a morte. É claro que ambos iam ser enviados perto de uma base da Frota para que sobrevivessem. Scotty estar lá era uma coincidência, forçada, mas não mais que a sorte historica que Cortés teve ao conquistar os Astecas, por exemplo.</p>
<p>- A trilha sonora é maravilhosa, combinando comtemporaneidade com elementos da trilha da série clássica;</p>
<p>- direção rápida? Thriller? Sim, para agradar o público atual. Desenvolvimento de personagens, dilemas éticos, também estão lá para agradar os fãs da série original e o público que curte esses aspectos;</p>
<p>Em resumo, um filme muito superior a Iron Man e Star Wars Ep.3</p>
<p>Acompanhei a série clássica, a nova geração, parte de DS9, filmes no cinema e vários livros. Star Trek tem temas recorrentes:</p>
<p>- o que significa ser um ser humano, o nosso equilíbrio entre razão e emoção, personificado basicamente em Spock e Data. Esse elemento está presente no filme na angústia de Spock e no seu choque com Kirk.</p>
<p>- condenação ao preconceito e opção pela multiculturalidade e mestiçagem, trabalho em equipe. O aspecto mestiço de Spock é ressaltado, bem como o preconceito que sofre por ser vulcano. A tripulação se mantem multiétnica.</p>
<p>- O papel dos EUA no mundo: agir sozinho ou atuar em conjunto. Spock do futuro falha ao garantir aos romulanos que ele sozinho resolveria o problema da supernova. Bush falhou ao querer resolver sozinho o problema do terrorismo internacional. Todas as vezes que Kirk tenta resolver sozinho, ele literalmente apanha. Quando age em equipe, a equipe vence.</p>
<p>- O que significa ser um líder. Autosacrifício. Capitão Robau e o pai do Kirk logo no começo exemplificam isso. Kirk não conseguindo aceitar uma situação sem saída na simulação do Kobaiashi Maru. Cap. Pike disposto a morrer. Kirk e Spock indo para a morte certa.</p>
<p>- O valor da amizade e do amor. Kirk e MCcoy, Kirk e Spock, Spock e Uhura.</p>
<p>- Otimismo em relação à evolução humana. A própria evolução das personagens no filme. Kirk vai de fanfarrão a líder, Spock lida melhor com seus sentimentos.</p>
<p>Enfim, creio que os temas estão lá, apenas a linguagem visual e o estilo de direção foram mudados para atrair o público jovem atual.</p>
<p>O objetivo do filme era reapresentar as personagens, ambiente e alguns temas da série clássica de Star Trek para uma nova geração em uma linguagem cinematográfica de thriller de ação.</p>
<p>Spock emotivo: no episódio “The Cage”, Spock na missão comandada por Pike, sorri. Em “Charlie X”, já na missão de Kirk, Spock sorri para Uhura quando ela brinca com ele. Em “Amok time”, Spock tem uma explosão emocional quando descobre que Kirk está vivo. Podemos então deduzir que Spock, como todos os vulcanos, tem emoções, ele busca controlá-las pela lógica. No filme, Spock está na fase da vida anterior a missão comandada por Pike e ainda aperfeiçoando seu autocontrole. A destruiçao de seu planeta natal e a morte da mãe efetivamente o abalam.<br />
Por fim, Leonard Nimoy, o grande intérprete de Spock, que se recusou a participar do filme “Generations” por achar o roteiro ruim e a parte de Spock pouco relevante e até incongruente, aprovou o roteiro de Star Trek com as ações e interpretações previstas para Spock. Como ele é aposentado e e tem 78 anos, creio que podemos supor que Nimoy está sendo honesto.</p>
<p>Vulcano destruído é parte do universo alternativo criado pela viagem no tempo, bem como algumas mudanças de design da nave.</p>
<p>A nave Narada é de 129 anos no futuro! Seus escudos e armamento são muito acima do que as naves da época poderiam prever. Imaginem um cargueiro armado até os dentes hoje em dia para evitar os navios piratas da costa da Somália (isso porque a Narada originariamente é uma nave de mineração, mas os romulanos sempre puseram armas em qualquer nave) que voltasse para 1880 e enfrentasse uma frota da marinha inglesa. Os ingleses iam ser destroçados. O mesmo aconteceu com as naves de defesa de Vulcano e as naves da frota. Lembrem-se que os escudos da Narada resistiam aos ataques das naves da frota e seus mísseis arrebentavam os escudos das naves da frota.<br />
Assim, podemos imaginar que resistiriam a explosão da USS Kelvin.<br />
No episódio “Doomsday Machine” Kirk consegue destruir a máquina de destruição quando envia a USS Constelation garganta adentro do troço.</p>
<p>Jogar núcleos de dobra para escapar de buraco negro é tecnobabble na tradição de Star Trek, em vários episódios de Star Trek the Next GEneration eles faziam isso.</p>
<p>Viagens no tempo que criam realidades alternativas? The City on the Edge of Forefer, Yesterday Enterprise, First Contact etc etc etc</p>
<p>Não acho o filme ruim ou medíocre. Os temas apresentados são para mim fundamentais e não corriqueiros. O tema do preconceito me toca profundamente, seja em em X-Men, Harry Potter ou a Cor da Fúria. Bem como, sobre o que é fundamentalmente ser um ser humano, questão crucial da filosofia há milênios. O filme permite ser lido em camadas, das corriqueiras as mais profundas.<br />
Remeter a fatos históricos de agora não necessariamente o tornará caduco, isso é algo que veremos no futuro. Tudo dependerá das leituras e releituras que serão feitas. O fim da tortura, do autoritarismo, do imperialismo eram considerados fatos consumados após a II Guerra Mundial. O fim do racismo, machismo, preconceitos religiosos etc foi anunciado nos anos 1960. Esses problemas retornam com força agora, sob nova capa. Enfim, creio que ainda vai demorar para a Humanidade se livrar desses ranços. E se o filme essas questões numa linguagem que pessoas menos experientes e cultas podem acompanhar, mesmo que subliminarmente, há um grande mérito aí.</p>
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		<title>Resenha turma da mônica 6-8 O Brilho de um pulsar: o problema da consistência</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/04/26/resenha-turma-da-monica-6-8-o-brilho-de-um-pulsar-o-problema-da-consistencia/</link>
		<comments>http://klimick.wordpress.com/2009/04/26/resenha-turma-da-monica-6-8-o-brilho-de-um-pulsar-o-problema-da-consistencia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 02:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de expressar minhas opiniões sobre críticas vamos à crítica da minisérie que contou com Marcelo Cassaro no roteiro.

A trama gira em torno da visita da Turma da Mônica Jovem à uma nave espacial gigantesca, a Hoshi, cujo comandante é o Astronauta. A Terra avançou muito cientificamente quando o astronauta compartilhou a tecnologia de sua nave, mudando muitas coisas. A nave segue para Marte onde encontram ameaças adormecidas em um templo milenar que ia ser aberto ao público. Daí surge um robô guerreiro, uma princesa guerreira e o Império Karoton e a Mônica tem de enfrentar um grande desafio.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&blog=862440&post=146&subd=klimick&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Depois de expressar minhas opiniões sobre críticas vamos à crítica da minisérie que contou com Marcelo Cassaro no roteiro.</p>
<p>A trama gira em torno da visita da Turma da Mônica Jovem à uma nave espacial gigantesca, a Hoshi, cujo comandante é o Astronauta. A Terra avançou muito cientificamente quando o astronauta compartilhou a tecnologia de sua nave, mudando muitas coisas. A nave segue para Marte onde encontram ameaças adormecidas em um templo milenar que ia ser aberto ao público. Daí surge um robô guerreiro, uma princesa guerreira e o Império Karoton e a Mônica tem de enfrentar um grande desafio.<br />
Sem entrar em maiores detalhes, a trama me agradou. Há preocupações com questões de personagem, particularmente da Mônica. Conhecemos mais detalhes de sua personalidade, suas inseguranças e carências apesar de e por ser superforte, sua teimosia, sua relação com o Cebola. Conhecemos também os posicionamentos do Astronauta e do Franja em relação à ciência e conflitos. O desfecho é bem satisfatório, apesar de apelar para o clichê da princesa ser salva pelo cavaleiro, há uma conexão lógica dessa situação com a relação de governantes com seus povos.<br />
A crítica ao império americano é muito bem feita, sem os exageros pró e contra tão típicos dos nacionalistas de esquerda e direita (representados pelo Astronauta) ou &#8220;antenados consumistas deslumbrados&#8221; presentes nos coelhinhos vidrados na televisão.</p>
<p>Feitos os elogios, vamos a alguns pontos questionáveis, particularmente as consistência de personagem e cenário.<br />
Vista como minisérie em um universo fechado ou alternativo, a série tem consistência.<br />
O Astronauta poderia vir a ter aquela personalidade como evoluçao da sua postura nos quadrinhos normais, por ter se tornado uma pessoa amargurada com suas experiências e solidão no espaço.<br />
A Mônica poderia ter aquelas carências e estar numa relação mal-resolvida com o Cebola devido às suas condições de adolescentes aprendendo a lidar com seus sentimentos.<br />
A Terra poderia estar muito mudada com o compartilhamento de informações feita pelo Astronauta.</p>
<p>Contudo&#8230;<br />
Essas situações são incoerentes com os contextos apresentados nas histórias nas edições anteriores em que : a Terra não é mostrada como tendo essa supertecnologia; o Astronauta aparece heróico e com um humor normal; a Mônica e o Cebolinha aparentemente ficam juntos no final da primeira saga.<br />
Aliás, essa relação Mônica/Cebola parece ser o engasgo dos roteiristas, pois no final da saga contra a maga maligna a Mônica dá um beijo na boca do Cebola e tudo dá a entender que eles começam a namorar.  Depois, no número 5 ela continua gamada no Cebola, mas ele parece não perceber e é essa situação que vemos na Espada Pulsar. Esse chove não molha tem de ser bem administrado, pois se a idéia é manter uma certa tensão, tem que haver um bom motivo para que um rapaz e uma moça, adolescentes, que estão a fim de namorar não o façam.</p>
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		<title>Crítica: objetividade e subjetividade</title>
		<link>http://klimick.wordpress.com/2009/04/10/critica-objetividade-e-subjetividade/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 04:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>klimick</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando...
A crítica tem duas vertentes: a objetividade e a subjtividade.
A subjetividade se aproxima do que chamamos de "gosto", um sentimento, um prazer ou asco que temos com algo que se refere a uma identificação interior. Por isso que se diz que gosto não se discute etc.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=klimick.wordpress.com&blog=862440&post=143&subd=klimick&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Continuando&#8230;<br />
A crítica tem duas vertentes: a objetividade e a subjtividade.<br />
A subjetividade se aproxima do que chamamos de &#8220;gosto&#8221;, um sentimento, um prazer ou asco que temos com algo que se refere a uma identificação interior. Por isso que se diz que gosto não se discute etc.</p>
<p>Critérios objetivos buscam uma racionalidade, uma avaliação a partir de um padrão com o qual a narrativa, obra de arte, teoria, é comparada. Os critérios desse padrão são uma decisão histórica e variaram muito ao longo do tempo. Basicamente são determinados por uma elite que os estipula de acordo com a tradição ou postulados teóricos vigentes em sua época. Isso para determinar se uma obra é &#8220;arte&#8221;, &#8220;marcante&#8221;, &#8220;significativa&#8221;, &#8220;de qualidade&#8221; etc e merece receber verbas do governo. As obras ditas &#8220;comerciais&#8221; bem tem sua legitimidade dada por suas vendas, o que implica que agradaram ao público. Mas, como muitos membros da elite consideram que o povo em geral é inculto, de gostos simples e facilmente manipulável pela mídia, esse sucesso não é sinônimo de qualidade.</p>
<p>Exemplos de critérios objetivos para um filme, por exemplo, são:<br />
Enredo bem construído: os eventos se encaixam numa sequencia lógica de causa e efeito, são significativos e não há &#8220;furos&#8221;;<br />
Personagens densas: tem personalidade e motivações bem definidas, escapando dos clichês quando são centrais para o enredo;<br />
Bons atores e atrizes: expressam convincentemente diferentes emoções e personalidades no seu uso da voz e da linguagem corporal;<br />
Boa direção: enredo, personagens e atores são articulados de forma a dar o máximo possível do filme; cenas de ação, humor e drama são convincentes; belas imagens; os recursos disponívels em cinema ou TV são bem utilizados etc.</p>
<p>Uma possibilidade é avaliar a obra em relação ao fim ao qual ela se destina. Por exemplo, uma comédia romântica da Sandra Bullock ou um filme de ação do Vin Diesel que tem como objetivo principal fazer com que um determinado público se divirta no cinema e por algum tempo esqueça seus problemas cotidianos e saia animado depois do filme, pode ser considerado bom se atingiu esse objetivo. Já um filme do Coppola, David Lynch, que tenha como meta levar a questionamentos profundos pessoais e sociais um outro público e não consegue fazer isso, pode ser considerado um filme ruim.</p>
<p>Por fim, devemos lembrar sempre nas críticas em sermos gentis. Se alguém gostou de um filme, HQ, música, livro, etc e você não, não diga que tal obra é uma m###. Primeiro, é uma m### para você e não para aquela pessoa. Segundo, se ela gostou é porque uma parte dela se identificou com o filme e sua opinião estará indiretamente dizendo que aquela parte dela é uma m### ou pelo menos que gosta de m###s. Ser gentil, usar de eufemismos, não é hipocrisia ou ser &#8220;politicamente correto&#8221;, é respeitar os sentimentos do outro.</p>
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