Posts filed under 'Crônicas'
Minha experiência com Facebook – first contacts
Eu não participo de redes sociais. Estranho, esquisito, alienado, simplesmente não me atraíram até agora.
É esquisito, muita gente curte tanto, é o grande assunto da mídia, vejo o potencial, mas a atratividade me escapa. Vou citar dois exemplos recentes: Twitter e Facebook.
O caso do Twitter foi porque eu fui entrevistado por Skype por 3 jovens que moram bem longe de mim, eu no RJ e eles em Rondônia. Combinamos dia e hora por e-mail, mas um dos rapazed me pediu para avisá-lo por Twitter quando estivesse online. Estranhei, por que ele não entrava no Skype na hora marcada e me esperava? Concluí que ele devia usar tanto Twitter que esse caminho seria mais natural para ele. Abri uma conta no Twitter só para avisá-lo e nunca mais mexi nela. Não tneho interesse em ficar seguindo quem quer que seja no Twitter. Me parece que seria útil para compartilhar informações rápidas para comentar um evento, fugir de um engarrafamento ou um arrastão, atuar em campanhas políticas, essas coisas.
Jà o Facebook, vamos lá.
Continue Reading Add comment Outubro 15, 2009
Sinfonia conservadora em 3 atos
Eu tenho sentido um conservadorismo entranhado em algumas narrativas populares que parece estar lá de forma inconsciente, uma maré ou sinfonia da qual pretendo destacar três ondas ou três atos. É no momento uma opinião, requer um estudo mais apurado, mas tem valor para o debate.
Continue Reading Add comment Fevereiro 13, 2008
Lesbianismo na DC comics: liberal ou reacionário?
Já que estou escrevendo sobre estereótipos e clichês, gostaria de discorrer um pouco sobre o que me parece ser uma onda de personagens femininas lésbicas ou bissexuais na DC comics e no que isso vem me incomodando.
Continue Reading 5 comments Fevereiro 3, 2008
Referências de leitura
Ninguém lê uma obra isoladamente. Muito menos escreve um texto assim. O que quero dizer é que quando lemos um livro, uma imagem, um filme etc. Lemos não somente o que temos diante de nós, mas entrelaçando a obra com leituras anteriores. É assim, por exemplo, que reconhecemos os clichês. A partir de uma certa experiência de leitura. Aliás, mesmo quando lemos os clichês pela primeira vez, já tínhamos uma certa experiência, uma certa leitura de vida.
Esse aspecto é interessante, pois quem escreve, desenha, programa, cria, tem que ter uma certa noção das referências do seu público leitor para assegurar uma razoável compreensão de seu texto. Wil Eisner afirmava que nas histórias em quadrinhos sem diálogo era vital que o argumentista e desenhista conhecessem bem o universo cultural do leitor, pois decodificar corretamente imagens sem o auxílio do texto escrito é bem mais difícil.
É curioso quando surgem decodificações inesperadas justamente por diferenças nas bases de experiência de vida. Por exemplo, quando co-criei o RPG “Esferas” escolhi para o primeiro imperador Orcus o nome de “Augur”. Eu estava pensando em “Augustus”, o primeiro imperador de Roma e fiz uma versão mais curta e gutural do nome por se tratarem de orcus. Os dois co-autores que tinham uma cultura de videogames bem maior que a minha pensaram que Augur seria um anagrama de “Rugao” o vilão de um videogame da série King of Fighters. O que fez com que tivessem diversas expectativas sobre Augur que não correspondiam ao personagem que eu bolara.
Depois aproveitei o nome “Augur” para o deus-rei de “Terra Nova”, pensando novamente em “Augustus” o primeiro imperador de Roma que governou tão bem que foi divinizado após sua morte. Augur foi o primeiro rei humano e alcançou status divino após morrer.
Outro exemplo, quando ministramos o curso de Design de RPG na PUC-Rio, Eliane Bettocchi e eu mostramos algumas de nossas personagens de RPG para os alunos. Dentre as personagens que ela escolheu, Eliane mostrou “Tiana”, a poderosa guerreira que era dona de uma companhia de mercenários em TErra Nova. Um dos alunos perguntou se “Tiana” era uma alusão a uma personagem de animê de cujo nome não me lembro. Ele pareceu ficar um pouco desapontado quando explicamos que “Tiana” era apenas uma derivação de “Tatiana”, personagem de Eliane no RPG “Era do Caos”.
Essas questões de referências são importantes para compreendermos as diferenças entre plágio, homenagem e referências ou influências. Farei um post depois sobre isso.
2 comments Janeiro 1, 2008
Santa Clara do Pão Quentinho
O aroma do pão quentinho me entra sorrateiro pelas narinas.
Vem à boca aquela agüinha que acaricia a língua com uma vontade de matar não a fome, mas a saudade.
Saudade da minha mãe me carregando nos braços pequenino, ainda mal um menino, pela rua Santa Clara enquanto mordiscava um pão quentinho.
Hoje moro em Jacarepaguá e minha mãe se foi.
Mas, ainda há tempo para um pão quentinho com um ovinho que desce gostoso.
Pão com gema amarela e santa clara.
Add comment Outubro 24, 2007
Entrada e Saída
Tem dias que não dá. Nada entra na cabeça.
Tudo passa rápido, num entra e sai sem fim.
Corro. Paro. Fiquei. Fui.
As coisas passam correndo. Não sei se corro atrás delas, ou elas de mim.
Fui. Fiquei. Sou? Não sei.
4 comments Outubro 19, 2007
Desculpas e Desconfianças
Há algum tempo, um amigo me telefonou e comentou que não fui ao aniversário dele. Respondi que ele tinha me avisado em cima da hora e que com um bebê ficava difícil ir à Academia da Cachaça para o aniversário dele. Meu amigo riu e disse “isso foi ano passado! Esse ano meu aniversário foi lá em casa.” Então eu ouvi ele falar para a esposa rindo “ele deu a desculpa do ano passado”. Ou seja, disse que eu estava mentindo. Eu não estava, não tinha recebido o convite daquele ano e só me lembrava do evento do ano passado – sem lembrar que fora no ano passado. Isso me fez pensar…
Continue Reading 1 comment Outubro 10, 2007
O mau passo imperial.
Nesta quinta-feira à tarde eu combinei de visitar as exposições do MAM sobre a Tropicália e o “Grande Sertão:Veredas” – livro de Guimarães Rosa. Falarei disso no próximo post. Hoje quero escrever sobre minha experiência no restaurante do Paço Imperial.
Continue Reading 3 comments Outubro 1, 2007
A indignação é o primeiro passo!
Eu não posso deixar de me pronunciar sobre o desastre aéreo de um avião da TAM no aeroporto de Congonhas que levou a cerca de 200 mortes. Em primeiro lugar, meus pêsames e sentimentos aos parentes das vítimas. Perdi minha mãe a poucos anos, sei o que é isso.
Continue Reading 1 comment Julho 21, 2007
Críticas à adaptação pra cinema do 4o livro de Harry Potter
Antes de mais nada, devo reconhecer que adaptar “The Goblet of Fire”, o 4o livro da série de Harry Potter é bem difícil. Como vimos no post anterior, é um livro de transição entre duas trilogias, entre um tratamento mais infantil e um mais adulto, com algumas tramas importantes correndo em paralelo. Escolher o que cortar era difícil. Mas, descaracterizar personagens foi ruim.
Continue Reading 2 comments Junho 19, 2007