Espiritismo, Candomblé, Umbanda – minha visão

junho 27, 2011 at 11:02 pm 7 comentários

Esse é um tema polêmico, mas quero compartilhar minha visão sobre o assunto com as pessoas que eventualmente passarem por aqui.

O Espiritismo surge com a codificação feita por Alan Kardec em suas 5 obras básicas: O Livro dos Espíritos (1857); O Livro dos Médiuns (1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864); Céu e Inferno (1865); A Gênese (1868). A esses livros podemos juntar O que é o Espiritismo (1859) e Obras Póstumas (1890). Os três primeiros são os mais conhecidos. Pode-se ver o Livro dos Espíritos como sendo o sistema teórico, o Livro dos Médiuns como a práxis e o Evangelho como sendo o norteador moral.

Kardec chegou a suas conclusões fazendo uma pesquisa empírica, de campo, compilando centenas de observações e relatos. O Espiritismo pretendia então conciliar religião, ciência e filosofia, colocando-se aberto a verificações de outros cientistas.  No Brasil, as duas vertentes, mais científica e mais religiosas chegaram ainda no século XIX.  Através da atuaçãod e grandes líderes humanitários de extrema generosidade, como o Dr.Bezerra de Menezes, a vertente religiosa tornou-se dominante, sendo seu maior exemplo no século XX o médium Chico Xavier.

O espiritismo hoje é bem desenvolvido no Brasil, tendo milhões de adeptos. Entre suas crenças fundamentais está a existência de Deus, vida pós-morte no mundo espiritual, a importância da caridade e do amor ao próximo para a evolução espiritual (a fé professada pela pessoa ou mesmo seu ateísmo não tem peso em comparação com o amor ao próximo) e a reencarnação. Espíritos ainda ignorantes  influenciam negativamente as pessoas e espíritos iluminados buscam orientá-las para o bem como seus mentores. Muitos adeptos do espiritismo se vêem como cristãos por buscarem seguir os ensinamentos morais de Jesus Cristo, principalmente o primeiro mandamento “Amai a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a ti mesmo” e a prática da caridade. O próprio livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” pode ser visto como um esforço para consolidar uma nova vertente do cristianismo. Apesar disso, alguns protestantes e católicos rejeitam vigorosamente os espíritas como cristãos.

O Candomblé tem outra origem. O povo banto foi trazido como escravo nos séculos XVI, XVII e início do XVIII. Separados e forçados a se converter ao catolicismo, buscaram manter suas crenças pelo sincretismo, dando origem ao candomblém de Angola ou Moçambique. No século XVIII chegou o povo fon do Daomé, que dará origem ao chamado candomblé jeje, em um processo bem similar ao do banto. No início do século XIX, o principal reino yorubá cai e pessoas da nobreza desse povo são trazidas como escravas. Aqui, três princesas darão origem a principal linha do candomblé yorubá ou nagô. Essa se tornará a vertente mais conhecida devido à obra de Jorge Amado e a atuação do pai de santo, Joãozinho da Goméia.

Os praticantes do candomblé acreditam no mundo espiritual onde há vida após a morte, na força divina dos orixás que os influenciam e protegem e, normalmente, na reencarnação. Não sendo uma religião cristã, o candomblé pode seguir outro norte moral que pode ser aferido pelos itãs, as histórias dos orixás que apresentam valores como lealdade, amor familiar, astúcia, compaixão, coragem, dever. Na prática, muitos pais e mães de santo seguem os valores do cristianismo que estão imbuídos na cultura brasileira. O Candomblé é uma religião afrobrasileira que surgiu em nosso país, não sendo praticado da mesma forma na África.

A Umbanda é uma religião brasileira surgida em 1908 no Rio de Janeiro. O rapaz Zélio Fernandino de Morais, sofria espasmos, mau estar, falava vozes, deixando sua família preocupada. Após visitas a médicos e tentativas de exorcismo católico, o rapaz foi levado a um centro espírita kardecista onde foi identificado como médium.  No centro, Zélio mostrou ser um médium de incorporação através do qual diversos espíritos se manifestaram oralmente. Os médiuns kardecistas buscaram doutrinar os espíritos que se apresentaram, pedindo que se afastassem para que outros mais iluminados pudessem se manifestar. Como os espíritos manifestados por Zélio se apresentassem como caboclos ou pretos-velhos que foram escravos, os médiuns presentes a mesa consideravam-nos ainda ignorantes devido às condições primitivas de suas vidas passadas. O guia-chefe de Zélio retornou e disse então que fundaria uma nova religião fundamentada na caridade e que desse voz aos humildes. Isso se deu no dia 15/11/2008, surgia a Umbanda.

Inicialmente, manifestavam-se apenas caboclos e pretos-velhos como guias, os mentores espirituais dos médiuns. Depois surgiram os exus e pombo-giras, espíritos saídos das trevas há pouco tempo e dispostos a ajudar com conselhos sobre a vida material. Para mim, representam a esperança por terem conseguido sair das trevas.

A Umbanda então se diversificou em várias correntes, tais como: umbanda africana, mais próxima do candomblé; umbanda esotérica, que busca conhecimentos da teosofia; umbanda tradicional, que não trabalha com orixás; umbanda branca, dentre várias outras.

Os umbandistas que buscaram as obras de Kardec como referencial teórico e o evangelho segundo o espiritismo como orientação moral, muitas vezes se denominam “espíritas umbandistas” para especificar a vertente que seguem. Alguns espíritas kardecistas rejeitam esses umbandistas como espíritas com o mesmo vigor com que alguns católicos e protestantes os rejeitam como cristãos.

Os pretos-velhos trouxeram o culto aos orixás, mas de forma diferenciada do que no candomblé. Os trabalhos com ervas, defumação, charutos etc, seguem o pensamento de que eventos no plano físico movimentam energias no plano espiritual, auxiliando a pessoa no seu momento de fraqueza.

Os umbandistas acreditam em Deus, nos ensinamentos morais de Jesus Cristo, na reencarnação, na evolução espiritual através da caridade, do amor ao próximo e do estudo. Nossos mentores são chamados de guias e buscam nos orientar para o bem. Espíritos ignorantes buscam influenciar negativamente e devem ser auxiliados a encontrar a luz, porém, cada um tem seu caminho.

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7 Comentários Add your own

  • 1. Joana Porto  |  junho 28, 2011 às 1:14 am

    Olá!
    Gostei de saber sobre a história da umbanda. Li seu post e outros, quase iguais. Na minha modesta visão, o nome espírita não seria adequado, uma vez que possui muitos elementos e rituais não usados no espiritismo. Penso que deveria se chamar Umbanda, apenas. E, realmente, ela tomou outros caminhos, que foram “proibidos” no seu início. Um abraço, e gracias pelas informações

    Resposta
  • 2. klimick  |  junho 28, 2011 às 1:28 am

    É uma questão de ponto de vista e respeito a sua opinião, Joana. Não sei bem a que caminhos proibidos vc se refere. Na Umbanda deve-se sempre visar o bem das pessoas, auxiliá-las em suas dificuldades, mas não fazer por elas e jamais prejudicar alguém. Claro, que nem todo mundo que se afirma umbandista de fato o é e segue esses preceitos morais.

    A Umbanda realmente tem elementos e rituais não usados no espiritismo o que a diferencia do kardecismo. Porém, usar apenas o termo “umbanda” pode ser genérico demais devido a grande variedade de vertentes e linhas que existem. Como a umbanda compartilha com o espiritismo kardecista a crença na reencarnação, na caridade e amor ao próximo como o caminho para a evolução espiritual, na presença dos mentores/guias nos auxiliando, nos diferentes tipo de mediunidade, vejo muitos pontos em comum com o kardecismo.
    Não estaríamos falando de algo similar às diferenças entre o cristianismo protestante e o cristianismo católico. As diferenças entre ambos são marcantes (o culto aos santos é apenas o exemplo mais chamativo visualmente), mas ambos são vertentes do cristianismo.
    Enfim, prefiro me definir como umbandista espírita não somente para me identificar diante das diferentes correntes, como também para ter a oportunidade de esclarecer qual é minha posição religiosa.
    Deus a abençoe!

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  • 3. Zero Pereira  |  junho 28, 2011 às 2:11 am

    Primo, tenho hoje, uma opinião formada e contextualizada pelo ensino bíblico e por circulos de estudo. Mesmo assim, a todo momento me surpreendo com novas informações. Estamos sempre aprendendo algo novo. No pouco que sei, as religiões descendentes da etnia africana não se balizaram nos ensinamentos cristãos. Seguiram por uma linha que poderiamos chamar de “conduta da hereditariedade” (onde os mais sábios, geralmente os mais velhos passam seus conhecimentos aos mais novos). Desta feita, encontramos nos dias de hoje, um “cem nomes” e “denominações” religiosas, que seguem a uma mescla de dogmas e rituais que podem ser explicados pela discidência religiosa. Muitos pastores passaram para o Candomblê, Umbandistas passaram para o Protestantismo, Protestantes passaram para o Catolicismo etc. Eu mesmo, fui criado desde minha mais tenra idade no protestantismo. Depois de percorrer por muitas e muitas religiões, entendi que o verdadeiro caminho “para mim” é o Catolicismo Apostólico Romano. Entendi que se quero seguir a Jesus, devo acatar a “Sua Igreja”, afinal, Ele chamou a Pedro e pediu que ele edificasse a sua Igreja. Assim Pedro fez (entendo então que quem quer seguir os mandamentos e ensinamentos de Jesus, deveria também ser Católico Apostólico Romano). Não cultivo a idéia de bairrismo religioso. Simplesmente entendo que se eu quero comer um sanduiche do Mac Donalds, eu não vou pedi-lo na loja do Bob’s.
    Deus nos deu o “livre arbitrio” para ser usado da melhor forma. Para o bem preferencialmente. Agora, o que entendo mesmo, é que independente da Religião que o homem segue, que realmente o que move o mundo de forma correta é o Amor ao proximo. Então seja Umbandista, Espirita Umbandista, Umbandista Espírita, Crente (protestante) ou Católico, devemos sempre cultivar o amor fraternal. .

    Resposta
  • 4. Gigi  |  junho 28, 2011 às 12:49 pm

    Esta otimo seu post! Esclarece bem. So chamo a atencao pro 6 paragrafo. Vc colocou 2008…
    Eu ja sou da opiniao de que cada um se auto-rotule o que quiser. Qualquer valor abstrato tem o peso da subjetividade e isso inclui palavras. Para cada ouvinte, o mesmo termo pode significar algo diferente. Portanto nao ha ninguem melhor para se rotular do que a propria pessoa.
    A “rejeicao” de pessoas que seguem outras religioes vem de uma mediocre apropriacao de palavras com sua conseguinte fundamental definicao. Isso existe desde que o mundo eh mundo. Quando nao se ha flexibilidade de interpretacao, ha varias verdades absolutas. E dai tudo se enrosca!… :)

    Resposta
  • 5. klimick  |  junho 28, 2011 às 5:43 pm

    Ups! Obrigado, Gigi, é 1908 e não 2008. Concordo contigo sobre rótulos e nomeações.

    Querido primo Zeno, que bom receber uma mensagem sua!
    Devo discordar da sua opinião em alguns pontos.
    Primeiro, a Umbanda se diferencia do Candomblé, como mostrei acima, sendo a primeira brasileira e cristã e o segundo brasileiro de matriz africana e não cristão.
    Segundo, afirmar que quem deseja ser seguir os ensinamentos de Jesus deva ser católico apostólico romano é extremamente discutível e assim o foi por séculos.
    Primeiro, os evangelhos escolhidos para serem os oficiais da Bíblia o foram no Concílio de Cartago de 397 d.C. onde se consolidou a vitória política da Igreja Cristã de Pedro e Paulo sobre as igreja de Tiago e a Igreja de Tomé e Maria Madalena. Se essa vitória se deveu à vontade de Deus ou a correlação de forças políticas, isso é uma questão de fé.
    Mas, veja que é possível questionar a frase que dá autoridade e primazia a Pedro por esta não estar presentes em evangelhos que ficaram de fora do canône oficial.
    Além disso, o cisma entre a Igreja ortodoxa e a católica se deveu justamente sobre se o bispo de Roma teria autoridade sobre o bispo de Constantinopla.
    Isso sem falar em outras correntes como o cristianismo ariano, o cristianismo de pelásgio, a Igreja Armênia, a Igreja Etíope, e os grandes cismas que irão gerar a Igreja Anglicana e toda a corrente protestante do cristianismo.
    Sendo assim, discordo vigorosamente da sua afirmação acima.
    Do mesmo modo que concordo fervorosamente que o amor ao próximo é o que move o mundo e é o melhor caminho para a humanidade.

    Resposta
  • 6. wilson  |  janeiro 18, 2014 às 4:02 pm

    Espiritismo Doutrinario.
    1)O Espiritismo ou Doutrina Espírita não tem nenhuma ligação com cartomantes, umbanda, candomblé, magias, misticismo.
    O Mestre Allan Kardec em suas Obras não manda ninguém usar velas, incenso, amuletos, talismã, roupas brancas, imagens de santos, fazer despachos, muito menos sacrificar pobres animais, nada disso representa a Doutrina Espirita.
    Uma questão muito importante, Kardec não manda ninguém evocar espíritos para tratar de assuntos matérias terra a terra, assuntos vulgares como, volta da pessoa amada, sorte com o dinheiro, sorte com as mulheres, predizer o futuro, revelar tesouros perdidos, revelar formulas para ficar rico, fazer trabalhos de magia para prejudicar desafetos etc…
    O intercambio com o mundo espiritual ou plano astral é para instruir, esclarecer e moralizar os espíritos humanos.
    Nunca para tratar de assuntos vulgares, matérias e mesquinhos sem elevação Moral.
    Quem pratica essas coisas vai atrair pela Sintonia vibratória dos pensamentos os espíritos inferiores, perturbadores, embusteiros e obsessores do plano astral.
    O intercambio mediúnico com o mundo espiritual é algo muito serio e nobre e também perigoso, a mediunidade tem que ser praticada com disciplina, elevação moral, responsabilidade, ordem e critérios doutrinários.
    Tudo no mundo espiritual ou plano astral é regulado pela Lei de Sintonia Vibratória dos Pensamentos ou Afinidade Moral.
    Os semelhantes se atraem e os diferentes se repelem.
    O Bem tem sintonia com o Bem.
    A Virtude tem sintonia com a virtude.
    A Verdade tem sintonia com a Verdade.
    O mal tem sintonia com o mal.
    O vicio tem sintonia com o vicio.
    A mentira tem sintonia com a mentira.
    Tudo é sintonia e atração no plano espiritual.
    Cada pessoa conforme seus pensamentos, sentimentos e atitudes vai atrair Bons ou maus espíritos, tudo depende do Padrão Moral dos pensamentos das pessoas.

    2)Não adianta usar roupas brancas, amuletos, talismã, velas, incenso, exorcismos, imagens de santos, para afastar os maus espíritos.
    Temos que cultivar pensamentos elevados e nobres e praticar o Bem e as Virtudes, dessa forma a pessoa consegue elevar seu Padrão Vibratório e repele as vibrações pesadas e negativas dos espíritos inferiores, perturbadores e obsessores do plano astral.
    Não havendo sintonia vibratória os maus espíritos não conseguem influenciar as pessoas.
    O Bem repele o mal.
    Uma outra questão muito importante no Espiritismo é que esses espíritos desencarnados que se apresentam nas reuniões mediúnicas pedindo cigarros, farofa, charutos, cachaça, velas, despachos e sacrifícios de pobres animais, são espíritos moralmente atrasados apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos, somente espíritos inferiores podem pedir tais coisas.
    Os Espiritos Superiores e os Bons Espiritos já estão com seus pensamentos e sentimentos moralmente depurados, eles não tem necessidades matérias.
    Quem pede essas coisas são espíritos inferiores que possuem um perispirito denso, grosseiro, eles sentem ainda as necessidades matérias que eles tinham quando estavam encarnados, como eles não possuem mais o corpo físico para saciar tais desejos e vícios terrenos, eles vão se servir dos encarnados que possuem esses desejos e vícios.
    Eles vão encostar o seu perispirito no perispirito do encarnado que esta bebendo ou fumando e vão sugar fluidicamente os fluidos da nicotina e do álcool num processo chamado de Vampirismo psíquico, eles são tipo parasitas espirituais.
    É por isso que esses médiuns que usam cachaça e charutos são Vampirizados por espíritos inferiores do plano astral.

    3) Perguntamos.
    Vocês acham que um Espírito Superior um Espírito de Luz vai necessitar de velas, cachaça, cigarros, charutos e despachos???
    Vocês acham que um Espírito Elevado vai pedir sacrifícios de pobres animais????
    Procurem raciocinar.
    Quem pede essas coisas são espíritos que ainda estão presos as necessidades matérias, são espíritos moralmente atrasados.
    E muitos desses espíritos podem ser maldosos e vingativos, cuidado!!
    Os despachos são usados para esses espíritos sugarem as emanações fluídicas dos alimentos que são colocados ali.
    É um bando de Vampiros, isso que eles são.
    E muitas pessoas acham que são Espíritos Elevados que pedem essas coisas, isso é deplorável.
    Esses espíritos que se apresentam como caboclos, índios, pretos velhos, orixás, são espíritos desencarnados que ainda estão com seus pensamentos e sentimentos apegados as coisas matérias, eles precisam se depurar moralmente e se esclarecerem.

    4) O Espiritismo tem por finalidade básica instruir, esclarecer, educar, moralizar e espiritualizar as pessoas, incentivando elas a seguirem o caminho do Bem, da caridade e das virtudes.
    O Espiritismo é uma Escola de esclarecimentos espirituais, um dos seus ensinamentos básicos é desenvolver a Fé raciocinada na mente das pessoas.
    O Espiritismo nas Obras do Mestre Allan Kardec esclarece que não existem milagres e nem fatos sobrenaturais no Universo, todos os fenômenos espíritas e mediúnicos são fenômenos NATURAIS regulados por Leis naturas, eternas e imutáveis.
    O Deus bíblico que realiza milagres, que castiga, que perdoa, que distribui favores não existe, esse é o Deus criado pelos homens.
    Deus criou o homem e o homem criou vários Deuses.
    O Deus bíblico é uma criação humana.
    Esse Deus que sente ira, cólera, raiva, pede sacrifícios de animais, manda exterminar povos estrangeiros, é uma fantasia.
    Deus não faz milagres, Jesus nunca fez milagres, as curas realizadas pelo grande Mestre Jesus eram fenômenos psíquicos Naturais.
    O Mestre Kardec fala em seus livros, que é a falta de conhecimentos das Leis naturais que regem o mundo espiritual que criou a idéia do milagre e do sobrenatural.
    É por isso que a fé no Espiritismo é Racional e não mística.

    5) Existe muitas pessoas que se dizem espíritas e quando começam a falar do Espiritismo, falam de banho de ervas, banho de sal grosso, velas, amuletos, roupas brancas, imagens de santos, vamos ver claramente que não são Espíritas, por que, o Espiritismo ou Doutrina Espírita não prega essas coisas.
    O Mestre Kardec em seus livros não manda ninguém usar velas, amuletos, talismã, roupas brancas, imagens de santos ou anjos, nem fazer despachos ou sacrificar pobres animais, nada disso existe na Doutrina Espírita.
    Portanto, temos que estudar as Obras de Allan Kardec para podermos ter uma visão clara e segura do Espiritismo.
    Sem Kardec não existe Doutrina Espírita.
    Uma outra questão importante, a Umbanda não é Espiritismo.
    A umbanda trabalha com fenômenos mediúnicos, ou seja, a mediunidade, eles entram em contato com os espíritos desencarnados para certos trabalhos.
    Porem, as diferenças entre Espiritismo e Umbanda é muito grande, repetimos, o Mestre Allan Kardec em seus Livros não orienta ninguém a usar velas, amuletos, roupas brancas, imagens de santos, fazer despachos e sacrificar covardemente animais inocentes, isso não tem nada haver com os princípios Doutrinários do Espiritismo.
    Não estou discriminando nada só estou definindo questões Doutrinarias.
    Não podemos misturar coisas diferentes.

    6) Como reconhecer a elevação dos espíritos desencarnados que se apresentam nos trabalhos mediúnicos???
    A Linguagem e os ensinamentos é o ponto chave.
    Os Espíritos Superiores e os Bons Espíritos possuem sempre uma Linguagem moralmente LIMPA, sua linguagem é elevada, nobre, pura, digna, lógica, e sublime de moralidade e seus Ensinamentos possuem sempre um teor Moral elevado e digno, eles pregam sempre em suas comunicações ou mensagens, a Caridade, o Amor, as Virtudes, a Disciplina, a Ordem, a Justiça, a Humildade, a Elevação Moral.
    Os Espíritos Elevados são Virtuosos em seus ensinamentos.
    De um Espírito Elevado só pode vim Virtudes, Luz e Amor.

    Os espíritos inferiores apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos, possuem sempre uma Linguagem moralmente pesada e maliciosa.
    Eles possuem uma Linguagem grosseira, pesada, vulgar, violenta, agressiva, chula, sem lógica e sem elevação moral.
    Desses espíritos só podem vim vícios, mentiras, vulgaridades e grosserias.
    A Linguagem é o ponto chave que devemos analisar sempre nas comunicações mediúnicas.
    Portanto, nas comunicações e mensagens que venha dos espíritos desencarnados temos que analisar com muito cuidado a Linguagem e os ensinamentos dos Espíritos.

    Os espíritos inferiores também gostam de se impor e dar ordens, querem ser obedecidos, não podemos questionar nada, temos que aceitar as suas orientações.
    Esse é um sinal claro de embuste.
    Os espíritos elevados jamais se impõem e nem dão ordens, eles dão conselhos e orientações visando sempre a melhoria Moral e espiritual das pessoas, uma outra questão importante, os Espíritos Elevados nunca vão tratar de assuntos matérias como, volta da pessoa amada, sorte no jogo, sorte com o dinheiro, predizer o futuro, revelar tesouros escondidos, revelar formulas para ficar rico etc…
    Somente espíritos apegados a matéria é que tratam dessas coisas e muitos desses espíritos podem ser obsessores.
    Outra questão importante, os Espíritos de Luz ou Espíritos Superiores e Elevados não possuem necessidades matérias, eles não precisam de velas, charutos, cigarros, cachaça, farofa etc…
    Quem precisa dessas coisas são espíritos apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos, somente isso.
    Vocês acham que os Espíritos de Luz vão pedir essas coisas????
    Procurem pensar.

    7)Existe no mundo espiritual ou plano extra físico muitos espíritos embusteiros, mentirosos, hipócritas, sedutores e mistificadores, o Mestre Allan Kardec chama esses espíritos de os falsos profetas da erraticidade, Kardec explica que esses espíritos embusteiros tomam nomes falsos e usam uma Linguagem melosa e sedutora para enganar as pessoas.
    Como evitar os espíritos mistificadores???
    Primeiro, não podemos aceitar nada que venha dos espíritos desencarnados sem rigoroso exame.
    Segundo, todos os ensinamentos que venham dos espíritos desencarnados têm que passar pelo crivo severo da Razão e da Lógica mais rigorosa possível para poder ser aceito.
    Qualquer ensinamento que choque a lógica, a razão e a moral elevada, deve ser rejeitado, essas são as recomendações DOUTRINARIAS do Mestre Allan Kardec.
    É por isso, que eu procuro raciocinar muito nessas questões, por que, a Fé no Espiritismo tem que ser Racional e não mística.
    Tudo isso que eu coloquei esta nas Obras do Mestre Kardec.

    Resposta
  • 7. klimick  |  janeiro 18, 2014 às 7:08 pm

    Prezado Wilson,
    com todo o respeito vc mostra desconhecimento da Umbanda no seu post e não ter lido o meu post com a devida atenção.
    Veja a introdução do Livro dos Espíritos de Alan Kardec “Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo: quem quer que acredite ter em si alguma coisa além da matéria é espiritualista: mas não se segue daí que creia na existência de Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em lugar das palavras espiritual, espiritualista, empregaremos para designar esta última crença, as palavras espírita e espiritismo” Por essa definição os umbandistas são espíritas, apesar de não seguirem ao pé da letra os ensinamentos de Kardec. Se vc acha que a crença da Umbanda que existem espíritos com os quais podemos nos comunicar pela mediunidade, que a evolução espiritual se dá pelo amor ao próximo e busca de conhecimento ao longo de múltiplas encarnações, que a tolerância e o amor exemplificados em Jesus são exemplos as serem seguidos, não tem nada a ver com o espiritismo kardecista, esse é um direito seu.
    Alan Kardec, codificador, mestre, professor, o título que vc quiser der, coletou mensagens de espíritos e as selecionou segundo os critérios que ele julgou mais adequados. Esse é o método que se aproxima do método de pesquisa etnográfica dos antropólogos. Kardec aponta que os conhecimentos trazidos eram os adequados à sua época.
    Alan Kardec afirma categoricamente que amuletos, talismãs, incensos, velas etc não tem valor algum na relação com a espiritualidade, centrando-se na fé e em orações como veículo para focar essa fé. Ele também enfatiza a importância de bons pensamentos. Eu não posso falar por todos os centros de umbanda do mundo. No meu centro o que é vital são aos orações para se aproximar do divino, manter bons pensamentos e praticar boas ações. Rituais são meios de focar esse aprendizado. Além disso, objetos físicos tem duplo no mundo espiritual, manipular um é manipular energias no outro. Podem ser úteis para a pessoa se revigorar, como remédios ajudam um doente. Contudo, se ela insistir em pensamentos e ações negativas, os problemas voltam, pois, como você colocou, ela estará entrando em afinidade com espíritos pouco evoluídos.
    Sacrificar pobres animais é uma frase de quem desconhece a umbanda. Não somos vegetarianos. Para as oferendas que usam peixe ou carne nós compramos esses elementos na peixaria ou no açougue, como se fosse para alimentação. Em muitos locais, os alimentos são consumidos pelos presentes após a apresentação da oferenda. Essa é a prática de muitos centros de candomblé.
    Sobre “trazer a volta da pessoa amada” isso é um ato em geral de aproveitadores, não de centros sérios. E ninguém pode predizer o futuro porque há o livre arbítrio.
    Sobre conversar com espíritos sobre problemas de desemprego ou de relacionamento amoroso, essas são questões graves para quem está encarnado. São fontes de sofrimento e nós acreditamos em consolar as pessoas com esses problemas dando carinho, apoio, aconselhando a seguir em frente etc. Não se trata de coisas mesquinhas.
    O resto do seu post demonstra enorme preconceito e desconhecimento dos centros sérios de Umbanda que buscam promover a compaixão e o amor ao próximo. Eu já expliquei que oferendas tem o objetivo de fazer com que a pessoa se foque no processo de aprimoramento espiritual e manipular energias no campo espiritual mais próximo para harmonizar o campo energético dela. Esse é o papel dos banhos. Os cigarros e charutos não são tragados, são usados para defumar que tem o mesmo papel. Se a pessoa está agindo por vício ela será alvo de espíritos viciados que busca sugar energias. Se a pessoa está agindo para ajudar o próximo, isso não acontece.
    Finalizando, sim, espíritos superiores se apresentam em centros de umbanda para trazer uma sabedoria baseada na compaixão e no respeito. Eu respeito o seu direito à sua opinião, mas creio que vc está mal informado. Deus o abençoe.

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